Carlão recorda início no Corinthians, entrada em Tevez e choque com Richarlyson

Carlão recorda início no Corinthians, entrada em Tevez e choque com Richarlyson

Por Meu Timão

Carlão foi bem em 2008 e acabou sendo vendido ao Sochaux, onde virou capitão

Carlão foi bem em 2008 e acabou sendo vendido ao Sochaux, onde virou capitão

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians - 26/3/08

O zagueiro e volante Carlão, que hoje luta para colocar o Apoel, do Chipre, na Liga dos Campeões, recordou o início de sua carreira, no Corinthians. Aos 30 anos, ele falou com carinho sobre o início em preto e branco e as primeiras experiências como profissional, logo após a conquista da Copa São Paulo de juniores de 2005.

“Foi uma geração muito boa, uma das mais fortes”, disse ao site da ESPN o atleta, referindo-se aos colegas com quem subiu, casos de Julio Cesar, Bruno Octávio, Abuda, Wilson e Bobô. “Dificilmente três ou quatro da base vingam, mas, daquele time, quase todos ainda estão jogando. Era um grupo muito bom, de boa convivência.”

Entre os profissionais, a convivência não foi tão simples. Carlão foi promovido em um momento no qual o Corinthians iniciava sua parceria com a MSI e contratava jogadores caros. O mais importante deles, Carlitos Tevez, chegou a se irritar com o garoto por um lance em um treinamento no Parque São Jorge.

“Você tenta aprender o máximo possível com os caras renomados. Uma vez, no treino, dividi a bola com o Tevez em uma jogada mais dura. Ele ficou nervoso”, recordou o volante, assegurando que a animosidade foi breve. “No dia seguinte, saiu nos jornais que tínhamos brigado. Nada a ver.”

De qualquer maneira, Carlão só ganhou espaço depois que Tevez e outros jogadores badalados foram embora, com o fim da parceria. Ele passou a atuar com mais frequência durante o Campeonato Brasileiro de 2007, e o rebaixamento não foi a única pancada sofrida.

Em um choque com Richarlyson, do São Paulo, sofreu um traumatismo craniano e desmaiou. “Eu não lembrava de nada. Vi pela TV. Acordei uma meia hora depois, bem confuso. Não lembrava de que tinha nem contra quem. Foi bem esquisito.”

Esquisito mesmo foi ver o Corinthians cair. “Para todos, foi muito complicado. A gente tinha muitos jovens que tinham uma responsabilidade enorme. Acabamos não conseguindo salvar o time, e foi aquele baque. Todos esses jogadores tiveram que ter cabeça no lugar para seguir em frente”, comentou.

Com o time rebaixado, houve uma reformulação na qual Carlão cresceu. Apresentando um futebol satisfatório com Mano Menezes, foi vendido ao Sochaux, da França, na metade de 2008. Em 2014, foi ao Apoel. Nesse tempo todo, à distância, viu o Corinthians crescer.

“Acho que essa descida para a segunda divisão foi benéfica, porque, depois da saída da MSI, o clube tinha ficado conturbado administrativamente. O Corinthians se reconstruiu e virou o que é hoje. A estrutura é fantástica e não deve para nenhum grande time da Europa”, concluiu.

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