Presidente confirma empresa brasileira por NR e explica atraso para fechar acordo

Presidente confirma empresa brasileira por NR e explica atraso para fechar acordo

Por Meu Timão

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Presidente desde fevereiro de 2015, Roberto de Andrade não obteve sucesso na venda dos NR da Arena

Presidente desde fevereiro de 2015, Roberto de Andrade não obteve sucesso na venda dos NR da Arena

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, reforçou a intenção de anunciar a venda dos naming rights (direitos de nome) da Arena Corinthians ainda em 2016. O acordo, que prevê o pagamento de cerca de R$ 350 milhões pelo prazo de 20 anos ao Timão, é discutido minuciosamente com uma empresa brasileira, de acordo com o dirigente.

“É um assunto que estamos trabalhando bastante. Ele está vivo. Quero que as pessoas entendam que não é simples. Os advogados estão conversando. Como é um contrato por 20 anos e com valores expressivos, você precisa se cercar de todas as garantias. Espero que em um breve espaço de tempo a gente consiga resolver”, afirmou Roberto de Andrade em entrevista ao GloboEsporte.com.

Por conta do sigilo das tratativas, algumas especulações vieram à tona. A possibilidade de uma companhia do ramo financeiro adquirir os direitos de nome do estádio, além de assumir o Fiel Torcedor, programa de fidelização do clube, acabou desmentida em nota oficial.

“Não posso dizer o segmento, mas é uma empresa brasileira. Não tem nada de internacional”, revelou o dirigente alvinegro. “Tem muita coisa que, às vezes, a outra parte não concorda com o que estamos exigindo. Não são valores. São garantias, porque em 20 anos muita coisa pode mudar. Uma vírgula muda tudo. Aí volta e começa um novo processo de avaliação”.

O Corinthians enxerga como fundamental a cedência do nome da Arena para equilibrar suas finanças. Em julho de 2015, após um período de carência de 19 meses, a diretoria começou a quitar R$ 5 milhões mensais ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pela construção do estádio, avaliado em R$ 1,2 bilhão. No entanto, como as regras da instituição permitem que o período seja de 36 meses, o Timão interrompeu a pagamento das parcelas. A dívida com o BNDES é de R$ 400 milhões.

Como o Meu Timão publicou recentemente, a engenharia financeira elaborada para erguer a Arena Corinthians não funcionou conforme o planejado. Aliás, nem o possível sucesso pelos naming rights mudará o patamar financeiro do clube, que terá de retirar dinheiro do departamento de futebol para sanar a dívida bilionária.

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