Ex-atacante, titular do sub-20 conta como virou goleiro e admite 'frio na barriga' por decisão

Ex-atacante, titular do sub-20 conta como virou goleiro e admite 'frio na barriga' por decisão

'Paredão' do Timão, Filipe tentou a sorte como atacante antes de se tornar goleiro. As luvas, porém, falaram mais alto!

'Paredão' do Timão, Filipe tentou a sorte como atacante antes de se tornar goleiro. As luvas, porém, falaram mais alto!

Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Finalista do Brasileiro Sub-20, o Corinthians conta com os serviços de um goleiro acostumado a vencer para erguer o troféu inédito. Trata-se do goleiro Filipe Santos, de 18 anos, campeão do Mundial de Clubes e da Taça BH de Futebol em 2015 pela equipe sub-17 alvinegra.

Nascido no Rio de Janeiro, o jogador, formado nas categorias de base do Fluminense, já destoa em relação aos concorrentes da categoria. Na última Copa São Paulo de Futebol Júnior, por exemplo, foi titular do Timão com apenas 17 anos, contribuindo para que o esquadrão comandado por Osmar Loss chegasse à decisão.

A quatro dias do segundo duelo diante do Botafogo, o qual definirá o vencedor da competição nacional, Filipe conta, ao Meu Timão, como largou a carreira de pivô no futebol de salão para se tornar o camisa 1 dos juniores do Corinthians. Ele também projeta a finalíssima a ser disputada na Arena e fala da possível promoção aos profissionais do clube.

(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

BATE-BOLA DO MEU TIMÃO COM FILIPE

Meu Timão: Primeiro, queria que você contasse um pouco sua trajetória até chegar ao Corinthians. Você é carioca, né?

Filipe: Sou do Rio. Eu comecei no Fluminense, fiquei sete anos lá no clube e, com alguns acontecimentos lá, acabou que eu saí. Eu ia pro Botafogo, mas as coisas também não aconteceram e acabou que surgiu uma grande proposta pra eu vir aqui pro Corinthians e acabei aceitando.

Você veio quando?

Ano passado, no começo do ano passado.

Imagino que 2015 tenha sido um ano especial pra você: campeão mundial sub-17, depois um dos destaques da Taça BH. Me lembro de um jogo em que você defendeu três cobranças de pênalti (contra o Atlético-MG)... Foi o melhor ano desse seu início no futebol?

Ah, pra mim foi, porque eu vinha do Fluminense muito desacreditado, muitas pessoas achavam que não ia dar certo, mas graças a Deus muitas coisas aconteceram aqui no Corinthians pra mim. Como você falou, o título do Mundial, a Taça BH, pude graças a Deus, ao meu trabalho e ao Corinthians voltar pra Seleção Brasileira Sub-17 e foi um ano bastante marcado pra mim.

Você começou jogando no futsal e na linha. Como foi essa história aí (risos)?

É (risos), eu jogava num clube lá onde eu morava, era atacante, né? Só que aí as pessoas falaram que eu era alto, mas não tinha muita habilidade, só sabia chutar. Até que um dia faltou um goleiro, aí me botaram no gol e eu até que me saí bem. Só que não tinha muita técnica e eu não queria ir pro gol, não (risos). Goleiro só fica tomando bolada! Aí acabou que eu fui gostando, fui pegando o jeito, e estamos aí até hoje trabalhando.

Há algum jogador que serve de inspiração pra você?

Eu sempre falo, não tem como não falar, desde que eu comecei a agarrar de verdade, a ver que as coisas estavam ficando sérias, foi o Júlio César. Ele é uma inspiração, pra mim não vai ter outro igual a ele, o que ele fez na carreira e o que vem fazendo, pra mim é algo fora do comum.

(Foto: Arquivo pessoal)

Você foi titular do Corinthians na Copinha desse ano com apenas 17 anos, sendo que os outros dois goleiros inscritos pelo Timão eram mais velhos do que você. Foi uma surpresa deixar a categoria sub-17 e logo se tornar titular do time sub-20?

Foi, pra mim foi uma grande surpresa. Pra mim esse ano ia ser de experiência, mas não de experiência jogando. Mas acabou que o professor Osmar e o Carlão, junto com toda a comissão técnica, acabaram confiando em mim e graças a Deus eu pude corresponder à altura a confiança.

Na última terça-feira, vocês conquistaram um importante resultado contra o Botafogo. Como tem sido a preparação pra decisão? A gente sabe que é um adversário que vocês já enfrentaram, disputaram três jogos, dois eles venceram... Como está essa expectativa?

A expectativa é muito grande por levantar um título grande que é o Brasileiro Sub-20. Nossa preparação está sendo a maior possível, o foco está sendo o máximo nesse segundo jogo, não tem nada ganho. O time do Botafogo não chegou até a final à toa, mas a gente está jogando em casa, com a nossa torcida. O foco é o maior possível pra fazer a alegria da nossa torcida, fazer nosso trabalho que está sendo de segunda a domingo valer a pena.

Já tocando nesse assunto, o local da final será a Arena Corinthians. Apesar de você já ter jogado lá, ainda bate um frio na barriga ainda?

Sempre bate, né? Pra gente ainda não é comum jogar na Arena, mas a gente tem uma boa lembrança que foi ganhar do Cruzeiro (2 a 1, de virada) lá. Então a gente tenta manter essa lembrança e ter mais uma, né? Mais uma boa recordação lá na Arena.

E você quer pegar pênalti (risos)?

Ah, espero que não (risos). Espero que a gente possa decidir no tempo normal, mas, se precisar de mim, tenho que estar disposto a ajudar e disponível sempre.

O técnico Cristóvão Borges já avisou que alguns atletas serão promovidos ao elenco profissional após o Brasileiro Sub-20 e, inclusive, citou o seu nome. Espera estar entre eles? Acha que tem espaço mesmo com Cássio, Walter, Matheus Vidotto e Caíque França lá?

É muito bom ser lembrado, a gente trabalha aqui na base pra isso, pra poder realizar um sonho de chegar ao profissional, ainda mais aqui no Corinthians, esse clube que é gigante. Mas agora o nosso foco é na final. Se Deus quiser, acabando essa final poder ganhar esse presente de subir.

(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

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