Edu Ferreira explica por que bancou Cristovão e faz apelo à Fiel

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Por Meu Timão

Eduardo Ferreira vem sendo criticado pela torcida

Eduardo Ferreira vem sendo criticado pela torcida

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Diretor-adjunto do Corinthians e um dos mais cobrados pela torcida ao lado do presidente Roberto de Andrade, Eduardo Ferreira se defendeu das críticas que caíram sobre suas costas em meio à demissão de Cristóvão Borges. A grande polêmica diz respeito à entrevista na qual bancou a permanência do treinador dois dias antes de mandá-lo embora, fato que irritou boa parte dos torcedores.

Em entrevista concedida nesta segunda-feira ao jornal Lance!, Ferreira alegou, primeiramente, "maldade da imprensa" na cobertura de tal episódio. Em seguida, o dirigente relatou ter tentado passar tranquilidade para o grupo em um momento de véspera de clássico. No fim das contas, o Corinthians perdeu para o Palmeiras, e Cristóvão caiu.

"Tem uma parte da imprensa maldosa falando disso. Me perguntaram em caso de derrota se eu garantiria a permanência dele. Eu disse que não sabia se estaria vivo dois dias depois, que dirá se manteria o técnico. Ali estava dando segurança a jogadores e comissão, dizendo que iríamos fortes ao clássico. Mas não falei que estava garantido até o fim do ano. Houve essa pergunta e eu não garanti", comentou.

"Sabemos que no futebol o que determina é resultado. Mesmo assim, o Corinthians tem trabalho e filosofia de segurar o treinador até o último instante, até a última gota. A gente não vai pensar na frente em algo negativo. Nós esperamos coisas boas. Ali, naquele momento (da entrevista), a gente queria deixar todo mundo forte internamente e criar um ambiente positivo externo", completou.

Eduardo Ferreira fez questão de elogiar o clima do vestiário sob comando de Cristóvão. Ou seja, o diretor enfatizou que o motivo para a demissão do técnico foi a falta de vitórias apenas.

"Deixando claro: a gente tenta segurar até o último minuto, até a última gota. E mais: o clima era bom, estava bom, a relação de jogador, treinador, comissão... Senão, já teríamos tomado providência antes. O clima era muito bom", disse.

Aproveitando o espaço da entrevista, Eduardo Ferreira se dirigiu à torcida do Corinthians e fez um apelo. Ele, que viveu boa parte de sua vida nas arquibancadas como integrante da Gaviões da Fiel, pediu calma aos torcedores. O discurso "casa" com o do presidente Roberto de Andrade, de que o principal objetivo da atual gestão é arrumar as contas do clube (deixadas no vermelho pela própria chapa Renovação & Transparência, liderada por Andrés Sanchez).

"Nós entendemos a paixão do torcedor, desde que nasci respirei a arquibancada, sei que às vezes até se comete loucuras pelo clube, mas pedimos paciência e compreensão em dois lados, com time e também com o trabalho financeiro que o presidente vem fazendo. O Roberto de Andrade está sendo criticado, mas será lembrado daqui a dois ou três anos, pois está deixando as finanças mais equilibradas para o clube não chegar nos próximos anos e passar vergonha, quem sabe ter que escalar 11 jogadores da base", afirmou.

"Estamos em quinto no Brasileiro, disputando a Copa do Brasil. Poxa, dá a impressão de que estamos no rebaixamento ou há cinco anos sem ganhar títulos. Entendo esse lado do torcedor em geral, mas vamos ter essa paciência e compreensão para neste momento estar todo mundo incentivando fora de campo, dando moral", finalizou.

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