Estrela do Corinthians, campeão dos meio-pesados se espelha em Cigano e sonha com o UFC

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Com Cigano de exemplo, lutador do Timão projeta ascensão da carreira com entrada no UFC

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Foto: Arquivo pessoal

Entrar para o seleto rol de estrelas do Ultimate Fighting Championship (UFC) é o sonho de uma infinidade de lutadores Brasil afora. Para Bruno Henrique Cappelozza, nome forte da equipe Corinthians MMA e campeão da categoria meio-pesado (até 93 kg) do Jungle Fight 87, maior evento do esporte na América Latina, tal objetivo está próximo de ser concluído.

Aos 27 anos, três deles vividos no Parque São Jorge, Cappelozza ostenta cartel invejável: são oito vitórias, todas por nocaute, e quatro derrotas. Em 2015, além de faturar o cinturão dos pesos pesados (até 100 kg) do Jungle Fight, o jauense acabou eleito o melhor do país. “Tive que subir um pouco o peso para lutar”, revela o lutador.

O principal feito da ainda curta carreira do corinthiano, porém, não foi esse. Bruno voltou ao octógono em maio, desta vez para disputar o título de campeão dos meio-pesados contra Klidson Abreu, oponente a ser batido da série. E mesmo com o pé quebrado e a mão lesionada, pôs o adversário para baixo e foi ovacionado no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo – assista à luta abaixo.

Em bate-papo com o Meu Timão, Cappelozza conta sua rotina diária de treinamentos de muay thai, jiu-jítsu e na preparação física. O “guerreiro alvinegro” também diz se espelhar no brasileiro Júnior dos Santos, o Cigano, ex-campeão do ranking peso pesado do UFC e, inclusive, ex-atleta do Timão, além de passar ao torcedor do clube um pouco do mundo das artes marciais mistas.

Bruno Cappelozza é um dos principais lutadores de MMA do Timão

Bruno Cappelozza é um dos principais lutadores de MMA do Timão

Foto: Arquivo pessoal

CONFIRA A ENTREVISTA DO MEU TIMÃO COM BRUNO CAPPELOZZA

Meu Timão: Você treina desde quando? Desde moleque já luta?

Bruno Cappelozza: Quando eu tinha sete anos, comecei o Karatê. Mas profissionalmente eu treino desde os 20 anos, comecei o muay thai com 15 e estrei no MMA com 20.

E qual sua rotina de treinos?

De semana eu fico aqui (em São Paulo), moro em alojamento aqui dentro do Parque São Jorge. Fazemos três treinamentos por semana, segunda, quarta-feira e sexta, quando há treino só de sparring. Depois vou embora, porque de fim de semana dou aula em Jaú.

Há quanto tempo você defende o Corinthians?

Faz três anos e meio que estou aqui no Corinthians, cinco que luto profissionalmente. Ano passado eu ganhei o cinturão até 100 kg (peso pesado) do Jungle Fight e em 2016 conquistei o da categoria até 93 kg (peso meio-pesado), que é a que luto. No outro cinturão, tive que subir um pouco o peso para lutar.

Sua vitória no Jungle Fight 87 foi recheada de emoção. Conta um pouco daquela noite.

Essa última luta minha eu quebrei dois ossos do pé e lesionei minha mão. Foi uma luta muito dura, o moleque número um do ranking, o Klidson, adversário bem forte, e graças a Deus consegui fazer uma boa luta. Venci por nocaute (técnico) no último round, mas quebrei o pé no primeiro round (risos), primeiro chute que dei já pegou no cotovelo dele e quebrou dois ossinhos. Mas mesmo assim, minha vontade de ganhar foi maior do que tudo, maior do que qualquer dor. Eu continuei lutando assim mesmo, com dor, com o pé quebrado, e só fui sentir a dor quando a luta acabou mesmo. Defendi o manto sagrado do Corinthians mesmo com o pé quebrado.

Mesmo com o pé quebrado, Cappelozza conquistou cinturão da edição 87 do Jungle Fight

Mesmo com o pé quebrado, Cappelozza conquistou cinturão da edição 87 do Jungle Fight

Foto: Arquivo pessoal

Assim que a luta acabou, caiu a ficha do que você havia feito?

Na hora fiquei muito feliz, não apenas por ter feito uma boa luta e ter ganhado o cinturão de um grande evento, mas por ter superado a dor, superado o meu pé que quebrou na hora.

Obrigado senhor meu Deus ,mão quebrado, msm assim campeão só saio morto do octógono

Uma foto publicada por Bruno Henrique Cappelozza (@brunocappelozza) em

Me fala também do seu planejamento. Tem luta marcada para este ano? Defesa do cinturão?

Meu empresário, o Mindu, diretor do MMA do Corinthians, está em negociação pra ver quando vou lutar. Não tem nada marcado ainda.

Pensa em entrar no UFC, até seguir os passos do Cigano que, por sinal, já defendeu a marca Corinthians?

Com certeza, penso sim! Acho que, se Deus encaminhar aí, até ano que vem, se der tudo certo, já vou lutar pelo UFC. É um dos maiores sonhos de qualquer lutador de MMA.

Legal! Então manda um recado aí pro torcedor do Corinthians que ainda não conhece seu trabalho.

Queria agradecer o grande carinho da torcida do Coringão que, na maioria das lutas, está presente em peso. Aos que não conhecem ainda, gostaria de fazer um convite. Não tenho luta marcada ainda, mas quando tiver vou postar nas minhas redes sociais. Gostaria de fazer um convite para todo mundo comparecer e ver o grande show que, não apenas eu, mas a equipe do Corinthians MMA, o grande trabalho que o clube vem fazendo não só dentro do Brasil, nos eventos fora do país também. Se Deus quiser, em breve estaremos no UFC.

Aproveitando, hoje a estrutura de MMA do Corinthians é formada por quantos lutadores?

A gente tem uma base de 30 atletas profissionais, que competem. Também temos alguns iniciantes que competem em eventos amadores, MMA amador, muay thai... Além disso, lutamos boxe. Temos uma equipe muito grande que disputa os maiores eventos do Brasil, Jungle Fight, Shoto, Nitrix... Estamos com muitos cinturões, eu tenho dois do Jungle Fight, um do Gladiador Fight. O Izidoro também tem outro do Jungle Fight, enfim, tem bastante nas mãos dos corinthianos (risos).

Bruno deve entrar para o UFC em 2017

Bruno deve entrar para o UFC em 2017

Foto: Arquivo pessoal

Assista à luta entre Cappelozza e Klidson Abreu

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