Corinthians espera por novo acordo em financiamento da Arena

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Por Meu Timão

Timão aguarda por um prazo maior de pagamento pelo estádio

Timão aguarda por um prazo maior de pagamento pelo estádio

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Além do momento que o Timão passa dentro dos gramados , o clube também encontra diversas dificuldades na atual fase em questão administrativa, mais precisamente, no pagamento da Arena Corinthians. Em meio à interrupção nas parcelas do estádio há seis meses, o clube estuda a renegociação do valor da obra.

Fato é que, em meio à crise financeira dentro do Corinthians, a diretoria busca acordo com a Caixa Econômica Federal, Banco BNDES, além da própria construtora Odebretch, por um novo financiamento de parcelas do local em Itaquera.

“A Caixa concordou (em discutir) porque falamos: “Temos de resolver, não estamos conseguindo juntar todas as peças.” A gente não discute um refinanciamento, mas o projeto financeiro. O contrato foi desenvolvido em uma realidade econômica do país, que hoje é outra”, declarou Emerson Piovezan, diretor financeiro do Corinthians, ao Lance!.

Consciente de que o clube enfrenta dificuldades e terá um aumento no valor, caso o novo método de pagamento seja estipulado, Emerson viu a situação como algo natural. “Não existe almoço de graça, é claro que se alonga o prazo, tem mais juros. Mas é melhor pagar do que não ter. Como vai fazer? Entregar a chave para os caras? Não é por aí”, acrescentou.

Outro fato que impulsiona a diretoria corinthiana no pedido, é o prazo estipulado para o pagamento. A partir das regras impostas pelo Banco BNDES, nos financiamentos referentes ao programa “ProCopa” que envolveu estádio presentes na Copa do Mundo de 2014, as dívidas poderiam ser quitadas em até 36 meses. Entretanto, desde o início dos pagamentos, se passaram somente 19 meses, o que renderia, ao menos, mais 17 meses de negociações pelo estádio corinthiano.

“Qualquer um que vai negociar dívida é assim, se atrasa um cartão de crédito é assim. Não tem jeito, faz parte do sistema. Eles não vão dar de graça, nem nós estamos pedindo isso, só queremos que o modelo desenvolvido seja adequado à realidade atual”, finalizou Piovezan.

Em 2015, ano em que o Corinthians faturou o hexacampeonato brasileiro e gerou grande renda com a forte presença de torcedores no estádio, R$ 90 milhões chegaram aos cofres do clube. Porém, ainda assim, não foi o suficiente para alcançar a meta estipulada no pagamento no estádio pelo financiamento, equivalente a R$ 119 milhões.

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