Depois de Edu Ferreira, vice-presidente do Corinthians deve renunciar ao cargo

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Por Meu Timão

André Negão reconheceu o evidente afastamento no poder de decisão do clube

André Negão reconheceu o evidente afastamento no poder de decisão do clube

Divulgação

Em meio ao ambiente conturbado nos bastidores da diretoria corinthiana, além de mudanças que também influenciam diretamente no rendimento do clube dentro dos gramados, o Corinthians pode anunciar mais uma mudança nesta semana. O primeiro vice-presidente do Timão, André Luis Oliveira, o André Negão, analisa a possibilidade de renúncia ao cargo.

“Se eu soubesse que o cargo de vice-presidente é decorativo, não teria aceitado. Na prática já estou afastado, não tenho feito nada, o presidente está tocando tudo, e bem, na minha opinião. Não estou feliz porque gosto de trabalhar pelo clube, como sempre trabalhei. Não estou lá só para mostrar que sou vice-presidente. Vou conversar com o Roberto (de Andrade) e ver o que fazer”, declarou, em entrevista ao Blog do Perrone, do UOL Esporte.

Depois de Edu Ferreira, até então diretor-adjunto de futebol, que deixou o cargo na última sexta-feira a partir de divergências na diretoria corinthiana devido à contratação de Oswaldo de Oliveira, André Negão também acredita que pode ter um maior poder de decisão fora do clube. Segundo o vice-presidente, as recentes decisões partiram somente de Roberto de Andrade, fato que pesa em sua insatisfação no momento.

“Tive mais de 20 mil votos para vereador de São Paulo, mas não fui eleito. Preciso me dedicar às pessoas que confiaram em mim. Já que estou com esse tempo livre (que seria usado no clube), vou aproveitar pra me dedicar a essas pessoas”, completou.

A informação sobre a decisão de que André estaria disposto a deixar sua função foi fortemente repercutida entre os dirigentes corinthianos, ao longo da assembleia do último sábado, e ganha cada vez mais força para o desfecho.

Além do cargo no Corinthians, André Negão atua como chefe de gabinete de Andrés Sanchez e, no início deste ano, foi consultado pela Polícia Federal na operação Lava Jato, proveniente de um possível desvio de verba e propina recebida durante a construção da Arena Corinthians. Relembre o caso.

Investigado pelo Ministério Público, André Negão, no momento em que foi abordado pela Polícia Federal para depor, acabou flagrado com porte ilegal de arma, o que gerou sua detenção por cerca de uma semana. Após pagar fiança, o dirigente corinthiano retomou sua função no clube, porém sem um poder incisivo de decisão.

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