Novo diretor fala do planejamento para 2017 e cita reforços com 'picardia do argentino'

Novo diretor fala do planejamento para 2017 e cita reforços com 'picardia do argentino'

Por Meu Timão

Flávio Adauto concede entrevista coletiva ao lado do presidente Roberto de Andrade

Flávio Adauto concede entrevista coletiva ao lado do presidente Roberto de Andrade

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Anunciado como novo diretor de futebol do Corinthians no último dia 28, Flávio Adauto tem um desafio e tanto pela frente: unificar as diferentes alas políticas do clube e, ao mesmo tempo, chefiar o departamento de futebol. Aos 68 anos, o jornalista se diz preparado para ser o braço-direito do presidente Roberto de Andrade, que já pensa no planejamento da equipe para a próxima temporada.

Segundo Adauto, os próximos passos do Corinthians dependem da classificação ou não para a Copa Libertadores da América. Com um ponto a menos que o Atlético-PR, último a integrar o G6, o time alvinegro ainda luta para garantir um lugar na principal competição de clubes da América do Sul no ano que vem, salvando assim a conturbada temporada atual.

“Afeta, é muito importante. A ida (à Libertadores) é o que falta para nós sentarmos e decidirmos fazer certas ações. Não indo à Libertadores você tem Campeonato Paulista, algumas cotas, mas bilheteria só em fase decisiva, Copa do Brasil e Brasileiro, todos que já estão no calendário. Mas esses três eventos não nos contemplam como gostaríamos, ainda mais a Libertadores sendo agora o ano inteiro”, afirmou Flávio Adauto em entrevista ao LANCE!.

“Cada vez em que entra em campo você recebe dinheiro na Libertadores, isso faz diferença. Tem que pensar no aspecto técnico também: quantos jogadores você vai precisar no ano disputando quatro competições? Dá com esse elenco? É possível poupar e manter o nível, como alguns estão fazendo neste ano? Na primeira conversa com Oswaldo disse que precisamos desse equilíbrio de comportamento”, acrescentou.

Corinthiano fanático e conselheiro vitalício do Timão, Flávio analisou o nível técnico do grupo de jogadores. De acordo com o diretor, há qualidade no elenco hoje comandado pelo técnico Oswaldo de Oliveira, mas contratações serão necessárias para que o Corinthians alce voos maiores em 2017.

“É uma base boa que precisa de outras coisas. Mas quem determina o que precisa é o Oswaldo, e ele está muito concentrado em definir o que vamos disputar em 2017. O primeiro plano é 2016, se você ganha três jogos desses cinco que faltam pode ser o suficiente para se classificar. Até porque também pode ter uma sétima vaga”, esclareceu o mandatário, que ainda respondeu qual o melhor período para a chegada de reforços.

“Eu vou pegar os levantamentos, pegar os jornais que fazem esses acompanhamentos de mercado e ver isso. Até dezembro vamos ter 30 nomes que o Corinthians está interessado. Só que não vinga. Na média, 90 a 95% não vingam. Sabe o que vinga? Entre regionais e o Brasileirão. Pode pegar os números. Você termina o Campeonato Paulista em maio e aparece um monte de jogador bom”.

A cinco rodadas do término do Brasileirão, o Corinthians já tem acertado dois novos atletas para a temporada seguinte: os atacantes Luidy, destaque do CRB, e , revelado pelo clube e que estava no futebol chinês. Para Adauto, é necessário que o Timão trabalhe em sigilo, já que ainda não jogou a toalha em 2016.

“O Luidy, que vem de Alagoas, o Jô, com quem já almocei no CT, e os nomes que o Oswaldo apresentar. Agora é razoavelmente inteligente você disputando vaga na Libertadores ficar fazendo bochicho de contratação? No que depender de mim vamos afastar essas conversas. Tivemos duas oportunidades, mas contratação não deve haver mais até o fim do Brasileiro. O Jô talvez perdêssemos se quiséssemos segurar até janeiro. Agora os outros vamos monitorando, conversando, analisando orçamento, analisando indicações do Oswaldo e as próprias análises do Oswaldo sobre nosso elenco e carências”, complementou.

Por fim, o mandatário foi questionado a respeito de uma declaração recente de Andrés Sanchez, ex-presidente da agremiação, sobre “bandidos do bem”. E Flávio foi sincero. “Com a terminologia não concordo, mas no sentido figurado acho que é necessário ter jogador com alguma picardia do argentino, que sabe a hora de se impor. Jogador em meio profissional não pode ser inocentezinho”, finalizou.

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