Empresas que assinaram contratos suspeitos nas obras da Arena Corinthians se explicam

Empresas que assinaram contratos suspeitos nas obras da Arena Corinthians se explicam

Por Meu Timão

Empresas prestaram serviços durante construção da Arena Corinthians

Empresas prestaram serviços durante construção da Arena Corinthians

Foto: Facebook/Arena Corinthians

As duas empresas envolvidas em contratos escusos com a Odebrecht durante a construção da Arena Corinthians se defenderam após a repercussão das denúncias feitas na última quinta-feira. Em reportagem exibida pela TV Globo nesta sexta, representantes da Temon (instalações hidráulicas e elétricas) e com a Heating & Cooling (ar-condicionado) negaram irregularidades no acordo firmado com a construtora.

Cláusulas contratuais entre as fornecedoras e a Odebrecht determinavam que no caso de sobras em relação ao orçamento, a economia de dinheiro seria dividida entre a construtora e as empresas. Tais acordos contrariam o contrato firmado entre o Corinthians e a Odebrecht em 2011, que previa realocação de dinheiro eventualmente economizado em outras despesas da construção da Arena.

"Isso é uma prática comum no mercado. temos em vários contratos nossos. Alguns a gente consegue viabilizar, e outros não. No caso específico da Arena Corinthians, não foi utilizada essa cláusula. Não teve nenhum ganho em relação ao contrato original", argumentou o representante da Temon.

"A negociação do valor foi feita exaustivamente pelo pessoal da Odebrecht, com a concordância do valor final pelo Luis Paulo Rosenberg (ex-vice de marketing do Corinthians)", afirmou o representante da Heating & Cooling.

Vale destacar que, independentemente de terem ou não se aproveitado de eventuais sobras, Temon, Heating & Cooling e Odebrecht não poderiam ter a possibilidade de dividir entre si tal verba. Um dos culpados por tal imbróglio foi o arquiteto Jorge Borja, contratado pelo Corinthians para atuar como fiscal das cobras. Os contratos entre a construtora e as empresas citadas tiveram consentimento do arquiteto.

Em tempo: ainda na quinta-feira, o Corinthians, por meio de uma notal oficial assinada pelo presidente Roberto de Andrade, disse estar ciente dos contratos escusos e alegou que tais fatos estão sob investigação da auditoria que já vem prestando serviços à Arena.

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