Criticado, Oswaldo se vê 'no meio do tiroteio' e avisa: 'Não faço milagre em 30 dias'

Criticado, Oswaldo se vê 'no meio do tiroteio' e avisa: 'Não faço milagre em 30 dias'

Por Meu Timão

Oswaldo fez desabafo em entrevista e citou títulos individuais para justificar sua contratação

Oswaldo fez desabafo em entrevista e citou títulos individuais para justificar sua contratação

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Oswaldo de Oliveira comandou cinco jogos do Corinthians desde que foi anunciado sucessor de Fábio Carille: uma vitória, dois empates e duas derrotas, a pior delas para o rival São Paulo, por 4 a 0, no Morumbi. O técnico, porém, se defende das críticas de parte da torcida acerca do ainda curto trabalho no Timão e culpa as oscilações da equipe pela temporada ruim dentro de campo.

“Nesses dias eu pensei: vamos recapitular a história do Corinthians no ano. Trocou treinador, perdeu jogadores, uma série de situações. Eu não caí de paraquedas, mas vim no meio do tiroteio e me deparei com essa situação. Temos que corrigir, resgatar o que já tinha sido feito. Estou aqui para trabalhar e não para fazer milagre, tirar leite de pedra. Não que aqui tenha pedra também. Mas minha interferência é diretamente proporcional às condições de trabalho que tenho, não posso levar como um peso para o meu trabalho, tenho que encarar com normalidade. Um mês em futebol é difícil, ainda mais acabando temporada”, explicou Oswaldo em entrevista coletiva na última sexta-feira.

Fato é que o treinador convive com questionamentos desde sua apresentação, há quase um mês. Mesmo com a má fase do Sport, seu ex-clube, foi escolhido pelo presidente Roberto de Andrade para assumir o comando do Corinthians, que chegou a terminar o primeiro turno do Campeonato Brasileiro na terceira colocação, mas hoje corre riscos de ficar fora da Copa Libertadores da América de 2017. Oswaldo, no entanto, cita títulos individuais para justificar sua contratação.

“As mesmas pessoas que criticavam os dirigentes que me despediram de forma injusta dos outros clubes disseram que meus trabalhos eram ruins depois. Se meu trabalho não foi bom, por que fui eleito melhor treinador do Paulistão por Santos e Palmeiras? Muitas vezes isso passa batido no futebol. Por isso não me aterrorizo com os resultados que o Corinthians tem conseguido até agora, prefiro programar meu trabalho para que isso que está acontecendo seja parte inicial de um trabalho que terá continuidade e vitórias e títulos à frente”, disse o comandante alvinegro.

“Eu passei cinco anos no Japão e ganhamos nove títulos, tricampeão japonês direto. Quais foram os brasileiros que ganharam o que ganhei lá? Pois é. Não é algo sem representatividade. Eu detesto fazer isso que estou fazendo, falar dos meus títulos, das minhas glórias. Quando fazem pesquisa para dizer que meus últimos trabalhos não foram bons, essas coisas deviam ser levadas em consideração. Quando tenho tempo consigo fazer, porque não sei fazer milagre em 30 dias. Mas se me der tempo para trabalhar pode ter certeza que vai acontecer”.

O próximo compromisso do Corinthians de Oswaldo é nesta quarta-feira, diante do Figueirense, em Florianópolis. Um desafio e tanto para quem acumula tropeços fora de casa em 2016 e, recentemente, desperdiçou oportunidades de se firmar no G6. Segundo Oswaldo, seu período à frente do Timão não é que mais importa no momento.

“Isso tudo é muito abstrato, não posso me prender a isso (de ficar no clube ou não). As coisas vão acontecendo. A minha ideia é dar continuidade ao trabalho e ter tempo de fazer uma grande equipe para conquistar vitórias e títulos”, finalizou.

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