Ex-chefe de marketing explica saída do Corinthians e revela outras duas tentativas de demissão

Ex-chefe de marketing explica saída do Corinthians e revela outras duas tentativas de demissão

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Herbetta não é mais superintendente de marketing do Corinthians

Herbetta não é mais superintendente de marketing do Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

A saída de Gustavo Herbetta do Corinthians deixou muitas dúvidas na cabeça do torcedor alvinegro. Ninguém melhor do que o próprio ex-superintendente de marketing do clube para explicar sua demissão.

Em entrevista ao Meu Timão, Herbetta confirmou que pediu para deixar o Corinthians por conta de uma oportunidade de assumir uma agência do grupo Publicis.

"Nada anormal. Muito pelo contrário. Recebi uma ótima proposta profissional, para voltar ao mercado em que atuava, e aceitei. Como pode acontecer e acontece com qualquer executivo", explicou.

"Estava em processo de saída desde o início de dezembro, conduzindo uma transição de forma profissional para que se tenha continuidade no nosso trabalho que trouxe resultado nesses dois anos", completou.

De acordo com o portal Uol, Luís Paulo Rosenberg, ex-vice de marketing do Corinthians, será indicado por Andrés Sanchez para assumir o posto deixado por Herbetta. A ideia é que o profissional trabalhe na atual gestão até pelo menos fevereiro de 2018, quando o clube terá eleição presidencial.

Abaixo, confira outros trechos da entrevista de Gustavo Herbetta ao Meu Timão. Ele revelou que havia tentado se demitir em outras duas ocasiões nesses dois anos à frente do marketing corinthiano. Também lamentou a situação política na qual Roberto de Andrade se encontra atualmente, além de esclarecer seu ponto de vista sobre a participação do Corinthians na Florida Cup.

Desentendimentos com a alta cúpula do Corinthians pesaram para sua saída do clube?

Em nenhum momento. O Roberto sempre me deu autonomia e debatíamos a estratégia constantemente. Nas vezes em que ele não concordava com algo, nunca impôs a decisão, sempre procurou me mostrar com argumentos os motivos dele. Admiro essa forma profissional e executiva de trabalhar do Roberto e me surpreendi por encontrar isso no futebol, na gestão dele e em outros clubes que acabei me relacionando. Prova da nossa boa relação é que em dois momentos nesses quase dois anos pedi demissão - a primeira no final de 2015 e a segunda em setembro de 2016. E em ambas só fiquei porque o Roberto me pediu.

É verdade que você, em determinado momento, foi contrário à participação do Corinthians na Florida Cup?

Não fui contra. Sempre fui favorável ao torneio, tanto é que aprovamos a participação em 2016 e 2017. O que ocorreu é que, com a mudança do calendário*, não conseguiríamos mais ir do jeito que planejamos. Não iriamos descumprir a recomendação da FPF e do Sindicato (dos Atletas). E não ir do jeito que planejamos significava menos receita, e menos receita é algo que não podemos sequer considerar pois prejudica o planejamento do clube. Por isso debatemos bastante antes de adequar a ida nesse cenário diferente.

* Adiamento em uma semana do calendário do futebol brasileiro de 2017 por conta do acidente aéreo envolvendo a delegação da Chapecoense em novembro do ano passado.

Como você enxerga a situação política do clube? Com sua saída, restou apenas Emerson Piovezan, diretor financeiro, entre os principais aliados que iniciaram a gestão ao lado de Roberto de Andrade...

Enxergo com tristeza. Infelizmente o futebol brasileiro que movimenta bilhões, que mexe com a paixão da torcida, precisa se sujeitar a isso. Nesse caso é mais triste ainda pois a intenção do Roberto sempre foi em prol de construir uma base sólida para o clube, um pensamento de empresa. Assumiu com uma divida de 490 milhões de gestões que não pensavam assim. A torcida pergunta: onde está o dinheiro? O dinheiro captado nessa gestão está pagando as dívidas que deixaram. Se o Roberto quisesse ser populista, ele deixava a dívida para o próximo, ou até aumentaria ela e montaria o "time dos sonhos". Fatalmente ganharia títulos e seria considerado pela torcida um grande presidente. Visão de curtíssimo prazo. No médio prazo a conta chegaria, como chegou. O trabalho dele é pelo Corinthians no médio prazo, mas ninguém entende isso. Mais vale os três pontos de hoje. Ele tem outros aliados além do Piovezan que enxergam e admiram o que ele está tentando fazer pelo clube.

Veja mais em: Diretoria do Corinthians e Ações de marketing.

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