Rosenberg cita distorção em contrato da Arena, mas esclarece: 'Patrimônio extremamente rentável'

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Por Meu Timão

Arena Corinthians foi inaugurada em maio de 2014

Arena Corinthians foi inaugurada em maio de 2014

Divulgação

Dois departamentos do Corinthians perderam sintonia nos últimos anos: o marketing e o futebol. De acordo com Luis Paulo Rosenberg, ex-vice-presidente do clube, parte do aperto financeiro do Timão é consequência do distanciamento entre as duas repartições. Para piorar, marketing da Arena Corinthians, estádio da equipe paulista desde maio de 2014, não é tocado pelos profissionais da área vinculados à agremiação do Parque São Jorge.

O estádio do Corinthians seria tocado pelo marketing do Corinthians. Todo o potencial de geração de receita tinha que estar subordinado ao marketing, isso foi uma distorção. Mas acho que não tem nada nesse estádio que não possa ser corrigido e que não o coloque de volta numa rota em que se torne um patrimônio extremamente rentável ao clube”, afirmou Rosenberg em entrevista à ESPN Brasil.

Rosenberg, que também diretor de marketing do Corinthians na ‘era Mário Gobbi’, foi um dos responsáveis pela contratação de Ronaldo Fenômeno em 2009. A chegada do centroavante é considerada pontapé inicial de uma geração vitoriosa do Timão que culminou na conquista do bicampeonato mundial, em 2012.

A Arena Corinthians é controlada por um fundo imobiliário, este responsável por arrecadar o dinheiro do financiamento repassado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de R$ R$ 400 milhões. Embora o estádio seja avaliado hoje em mais de R$ 1 bilhão, para Rosenberg, há saída.

“O Corinthians tem que se ater ao que foi combinado. O Corinthians disse que faria seu estádio, ou seja, pagaria o empréstimo do BNDES. O resto é responsabilidade da empreiteira que fez encarecer, do atraso que teve na obra e não foi do Corinthians, da deficiência de acabamento... Vamos separar as responsabilidades”, pondera o ex-dirigente, que cita o pedido da prefeitura de São Paulo para que a Arena sediasse a abertura da Copa do Mundo de 2014.

“O estudo de viabilidade do Corinthians que mostra que ele paga com conforto o estádio era dentro de uma Arena do seu tamanho. Se eu tenho que fazer corredores mais amplos por causa da segurança dos governantes que vinham para cá, se tenho que fazer dois subsolos porque tinha o andar administrativo que a Fifa precisava... Não é justo que isso venha desovar no Corinthians. Agora, é lógico, apesar do problema da economia brasileira em que a frustração de receita foi enorme, tem muito mais receita que pode ser gerada no estádio e não está sendo. Eu atribuo isso a uma mudança na orientação”, sintetiza.

Marketing x futebol: problema ou solução?

Segundo Rosenberg, ao longo da administração de Andrés Sanchez, os departamentos de marketing e futebol trabalhavam próximos. A sintonia de tais seções possibilitou ao clube expandir não só receitas mas a visibilidade da marca Corinthians pelo planeta. “O marketing, no fundo, é o captador da alma do torcedor e procura transformar esse conhecimento em felicidade ao torcedor e renda ao clube. Quando você tem esses jogadores que se dão bem nesse papel, e nós trouxemos vários, a coisa funciona de uma forma grandiosa. O maior exemplo é o Ronaldo. Quando o Ronaldo se apaixonou pela Fiel depois da Fiel ter se apaixonado por ele, aí deu o amor perfeito, foi uma coisa gigantesca”, lembrou.

Questionado sobre o carisma de Kazim, recém-chegado do Coritiba, Rosenberg foi sincero. “Aí eu concordo com você. Estava assistindo ao depoimento do Kazim, Kazim é mágico! Esse na mão de um Caio Campos (ex-gerente de marketing) se elege deputado federal na próxima eleição (risos)”, completou.

Veja mais em: Arena Corinthians e Andrés Sanchez.

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