Libertadores, Amarilla, Tite: Sheik relembra passagem pelo Corinthians e fala do futuro

Libertadores, Amarilla, Tite: Sheik relembra passagem pelo Corinthians e fala do futuro

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Com dois gols de Emerson na decisão, Timão conquistou a América em 2012

Com dois gols de Emerson na decisão, Timão conquistou a América em 2012

Daniel Augusto Jr./Ag.Corinthians

Emerson Sheik segue dono de humor irreverente e opinião forte. Aos 38 anos, o jogador descarta mudar seu jeito para atender a interesse de outros ou se adequar a uma forma de trabalho. Sem clube desde o fim do ano passado, quando deixou o Flamengo, o protagonista da decisão da Copa Libertadores da América de 2012, conquistada pelo Corinthians de forma invicta, se lembra com carinho da passagem pelo Parque São Jorge.

Em entrevista ao canal do YouTube Desimpedidos, Sheik recordou seu início no Timão. Em maio de 2011, um mês depois de deixar o Fluminense pela porta dos fundos – ou melhor, pela cozinha de um hotel na Argentina –, ele assinou com o clube alvinegro.

“Eu achei a ideia maneirassa (sic). Foi uma época fria, carioca gosta de praia, sunga, entendeu? Falei ‘vou pra São Paulo, paulistas... se essa galera fizer qualquer piada, vou mandar todo mundo ir tomar banho (risos)’”, contou. “Mas não, cheguei, fui muito bem recebido, inclusive na época o Adriano estava aqui também no Corinthians, ajudou na apresentação, em me sentir em casa, socializar com a galera. E aí começou a história mais ou menos”, disse, com largo sorriso.

Emerson disputou 158 partidas e marcou 26 gols pelo Corinthians. Apesar dos bons números, foi em 2012, precisamente na noite de 4 de julho, no estádio do Pacaembu, que o atacante entrou para a história da equipe ao marcar dois gols diante do Boca Juniors. Para ele, a conquista mais “louca” da carreira.

“O título da Libertadores, ali também tem o lance da história da instituição. O clube não tinha esse título, ou seja, não tem nem como falar que não é (o mais ‘louco’)”, opinou.

Entre outros assuntos, Sheik foi questionado a respeito de um episódio lamentável de 2013: a atuação do juiz Carlos Amarilla no reencontro do Timão com o Boca nas oitavas de final da Libertadores. Naquela ocasião, o trio de arbitragem comandado pelo paraguaio fracassou em uma série de lances – dois pênaltis não assinalados a favor do Corinthians e dois gols mal anulados. Segundo o ex-camisa 11, Amarilla prejudicou o time paulista intencionalmente.

Filha da p*** pra caraca. E depois foi provado! Teve um lance que eu nunca esqueço dentro desse jogo, o cara nitidamente tira a bola com a mão, assim, mas foi descarado! Aquilo ali foi covardia. E ele na minha frente olhou pro meu rosto, eu olhei pra ele e fiz (abre os braços), tipo, ‘marca aí! É só apitar, brother!’. Ele saiu correndo, eu corri atrás dele... Quando eu arranquei, ele já virou e me deu o cartão amarelo. Ou seja, bandido!”, bradou.

Sheik disse que ainda pretende jogar em alto nível

Sheik disse que ainda pretende jogar em alto nível

Reprodução/YouTube

Confira outros trechos da entrevista de Sheik ao Desimpedidos

Tite

As brincadeiras, quando chegavam ali, tinham que parar. Sempre foi sério. Ele me chamava na salinha nas poucas vezes que eu atrasei, né? (risos) Conversava comigo a nível de educar, me conscientizar a fazer a coisa certa porque ali tinha mais 30 atletas. Talvez seja a parte que eu mais o admiro, ele trata as pessoas com direito de igualdade, um cara que me emociona falar dele sempre porque dentro do futebol é raro isso.

Ficou triste com saída do Corinthians?

Uma das preocupações na saída foi exatamente fazer a história ser diferente em relação à saída de outros grandes que tiveram histórias bacanas dentro da instituição. O Tite me chamou e decidimos fazer tudo diferente, a plaquinha, o ‘tchau’ na Arena. Nenhum tipo de ressentimento, pelo contrário, carinho, gratidão eterna.

Com a camisa de qual clube você gostaria de estar numa estátua?

Profissionalmente, 100% Corinthians, por toda a minha história no clube. ‘Ah, mas e o Flamengo, que você é torcedor desde criança?’. Eu me apaixonei pelo Corinthians e a história foi virando uma história de amor, de carinho e de respeito. Então seria Corinthians ainda assim.

Futuro

Eu dei uma segurada porque realmente o que apareceu (propostas) não agradou, queria ficar perto das crianças... Voltei para São Paulo agora porque tenho apartamento aqui, vou ficar um pouco em São Paulo. Se aparecer uma parada maneira, vou jogar. Caso contrário, não, vou viajar, vou para Nova Iorque ficar uns seis meses, aperfeiçoar e dar uma lapidada no inglês para as portas se abrirem de uma outra maneira, em outros lugares, enfim.

Veja mais em: Emerson Sheik, Ídolos do Corinthians, Erros de arbitragem e Títulos do Corinthians.

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