Alessandro conta detalhes do 'fico' de Rodriguinho e desabafa sobre ofertas a corinthianos

Alessandro conta detalhes do 'fico' de Rodriguinho e desabafa sobre ofertas a corinthianos

Por Meu Timão

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Alessandro (à esq.) tem a missão de evitar baixas na equipe de Carille

Alessandro (à esq.) tem a missão de evitar baixas na equipe de Carille

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O Corinthians promete, mais uma vez, ser alvo de clubes do exterior na janela de transferências. Em meio à ótima temporada da equipe de Fábio Carille, que perdeu apenas dois jogos até aqui em 2017, o gerente de futebol do clube, Alessandro Nunes, falou sobre a perspectiva de receber ofertas pelos principais jogadores do Timão.

Em entrevista concedida ao portal Globoesporte.com e publicada nesta terça-feira, o dirigente e ex-lateral desabafou sobre propostas baixas que chegam ao Corinthians.

"Entendemos que, hoje, um atleta titular do Corinthians não vale 3 ou 4 milhões de euros. Me desculpe. São valores muito abaixo do mercado. Vamos sempre receber ofertas, respondê-las, mas não vamos fazer qualquer negócio. O torcedor pode ter certeza disso. Se sair algum atleta, será por algum valor muito importante para o clube. Não vamos vender só para tapar buraco, mas sim para deixar o clube em situação financeira tranquila. Nosso desejo é a manutenção", explicou.

Nesse cenário, o maior desafio dos dirigentes é segurar jogadores que recebem propostas boas, com ofertas de luvas e salários extravagantes. Alessandro usou como exemplo a investida do futebol turco em Rodriguinho no início do ano:

"É um desafio do clube, meu também, no caso, do diretor, do presidente, mostrar ao atleta que não é somente uma decisão dele (...) Expliquei ao Rodriguinho todas as reuniões que tivemos, tem coisas importantes, divisão dos direitos econômicos, agentes envolvidos, tem de ter habilidade para discutir tudo isso. Nesse meio termo, havia também a discussão sobre a renovação do contrato dele. Se fosse um valor financeiro muito importante ao clube, claro que aceitaríamos. Mas era um valor muito baixo. Para ele era muito bom, para o clube não", disse.

A dor de cabeça, conforme apontado por Alessandro, não se dá apenas no momento de conversar com empresário e outros clubes sobre eventuais saídas do Corinthians. Até mesmo na hora de contratar o dirigente se diz desgastado em muitas situações.

"Nesse período de dezembro/janeiro, o primeiro em que participei diretamente das negociações, teve a questão do Jadson. Uma demora para romper o contrato dele na China, confrontou com nossa ida ao Torneio da Flórida. O caso do Rodriguinho foi difícil também, porque tinha um clube querendo fazer uma aquisição. Apresentou um contrato importante para ele, mas não para o clube. Tem de ir mostrando as coisas para que todo mundo seja feliz. Mas tem agentes conhecedores do clube e com esses a gente não perde tempo", comentou Alessandro, que exerce o cargo de gerente há pouco mais de um ano.

Veja mais em: Alessandro e Diretoria do Corinthians.

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