Emerson relembra confiança do Corinthians na final e perfil decisivo que assumiu na Libertadores

Emerson relembra confiança do Corinthians na final e perfil decisivo que assumiu na Libertadores

Por Meu Timão

Emerson não se intimidou nos jogos finais da Libertadores e chamou a responsabilidade

Emerson não se intimidou nos jogos finais da Libertadores e chamou a responsabilidade

Foto: Reprodução/Meu Timão

Há cinco anos, não foi só a bola que saiu dos pés de Emerson para morrer no fundo da rede do Pacaembu. Com ela, o grito de milhares de torcedores do Corinthians foi liberado. Apesar da angústia de 30 milhões por aquele momento, o herói da noite garante que entre os jogadores o clima era de total confiança e quase certeza de título.

"Foi um dia que acordei com a certeza de ser campeão da Libertadores. É óbvio que na semana da final é impossível dar uma declaração dessa. Mas foram dias bem produtivos em relação a treinamentos, com foco total. Lembro que falavam para tomar cuidado com entrevistas e postagens para não criar clima de surpresa e já ganhou. Mas internamente a gente sabia que a possibilidade de conquista era muito grande", relembrou, em entrevista a CorinthiansTV.

Apesar do grande mérito coletivo na conquista, Emerson foi o grande nome do Timão nos momento finais da competição. Além dos gols decisivos contra Santos e Boca Juniors, o atacante chamou a responsabilidade e foi um ponto de desequilíbrio não só técnico, mas psicológico para o time de Tite.

"Nos momentos decisivos eu sempre apareci, então talvez eu já tenha vindo com esse DNA para o Corinthians. Em um determinado momento da Libertadores eu assumi essa situação de ser o cara mais agressivo, não só jogando, mas de dar uma agitada. Isso ficou muito forte no jogo contra o Santos, que eu faço o gol, que eu corro, que eu luto, inclusive, dou um carrinho no Neymar e sou expulso. Acho que nessa partida eu adotei uma postura que eu já tinha, mas naquele momento assumi", afirmou.

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Na grande decisão, os dois gols tem características parecidas. O primeiro deles foi fruto de algo muito pedido por Adenor: concentração em todo lance. Uma bola que parecia morta acabou nos pés de Danilo que, de costas, deixou Emerson na cara do gol. O segundo e decisivo tento acontece na mesma pegada, com concentração alta mas com uma dose maior de ousadia do camisa 11.

"Foi malandragem, coisa de favela mesmo. Estava na cara que ele ia fazer aquilo, quando ele abaixou a cabeça eu já dei o passo para frente. Eu estava fisicamente voando. Os "cazuzo" (Caruzzo), esquece, não viu nem a cor da bola", destacou.

Ídolo do Corinthians, Emerson acumula outros quatro títulos com a camisa alvinegra. De sua passagem, leva no currículo Brasileirão (2011), Mundial de clubes (2012), Recopa Sul-Americana (2013) e Campeonato Paulista (2013). Além das conquistas, restou ao jogador a gratidão pela Fiel.

"Obrigado por tudo, pelo carinho e pelo amor que eu sinto diariamente. Encontro corinthiano todos os dias, em qualquer parte do Brasil. Então, minha única palavra, de coração, é obrigado por abrirem a porta para um carioca da favela e por fazer parte do bando de loucos. Tamo junto para o resto da vida", concluiu o jogador, hoje na Ponte Preta, adversária do Corinthians no sábado, às 19h.

Confira a entrevista de Emerson na Corinthians TV

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