Emerson Leão afirma não ter vivido democracia no Corinthians: 'Eram autoritários'

Emerson Leão afirma não ter vivido democracia no Corinthians: 'Eram autoritários'

Por Meu Timão

Leão defendeu o Corinthians em 1983

Leão defendeu o Corinthians em 1983

Foto: Reprodução

Marcada pela Democracia Corinthiana, a década de 80 é até hoje lembrada com orgulho por grande parte da torcida alvinegra. Apesar disso, alguns ainda questionam a validade e o valor real do movimento. É o caso de Emerson Leão, goleiro que fez parte do plantel vitorioso mas afirma nunca ter se visto em um sistema democrático.

"As pessoas que coordenavam o grupo eram autoritárias. Então, eu fui profissional, mais nada. Não me metia, não incomodava, mas que não me incomodassem. Eu nunca achei democrático, porque democracia é quando todos tem a mesma liberdade, mas não era assim. Os líderes já vinham com as decisões formadas", relembrou o arqueiro, em entrevista à ESPN.

"Era um grupo reunido já há algum tempo, que tomava as decisões e eu não participava. Só dentro do campo eu atuava definitivamente no comando da minha defesa. Saiu dali eu ia para casa, voltava cedo, treinava, mais nada, não tinha relacionamento. Mas dentro do campo era um time muito bom, espetacular tecnicamente, que já vinha treinado um ano antes. Eu fui um complemento para aquilo que eles achavam que precisavam", completou.

Contratado em 1983, Leão não teve a aprovação de todos do elenco para desembarcar no Parque São Jorge. Casagrande, um dos pilares do movimento, não esteve de acordo com a negociação, como revelou em 2016, chegando a citar o negócio como maior erro da Democracia Corinthiana. Apesar dos bons resultados dentro de campo, que mudaram a opinião do ex-atacante, o goleiro afirma ter incomodado parte do elenco na época.

"Depois de 30 dias que eu estava lá, fizemos um jogo no Rio de Janeiro, acho até que perdemos. Na volta treinamos, eu fiquei treinando. Me chamaram para uma reunião, tomei banho rápido e fui. Chegando lá, estava todo mundo sentado e os líderes na frente. Já não é democracia, três na frente e o resto atrás. Começaram a conversar e falaram que a reunião era por minha causa. Perguntei o problema e falaram que em um mês eu já rachei 50% para o meu lado. Ou seja, eles estavam preocupados com aquilo que os meninos, que precisavam de uma outra liderança, estavam me procurando. Isso que devia ser a democracia, opiniões diferentes e os líderes aceitarem coisas diferentes", contou.

Com 50 partidas pela equipe e o título do Campeonato Paulista de 1983 conquistado, Emerson Leão valoriza o movimento, apesar das discordâncias. No entanto, para ele, as lembranças que ficam não são da Democracia Corinthiana, mas sim da brilhante equipe, também lembrada pelo excelente nível técnico.

"É uma fase que marcou muito o Corinthians, até hoje. Tudo que marca, tem que ser lembrada. Mas para mim ficou a lembrança da equipe, que era maravilhosa", concluiu.

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