Moldado por Carille, Felipe recorda início 'sem base' no Corinthians e detalha volta por cima

Moldado por Carille, Felipe recorda início 'sem base' no Corinthians e detalha volta por cima

Por Meu Timão

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Felipe, ao lado de Carille e Tite, durante treino do Timão em 2016

Felipe, ao lado de Carille e Tite, durante treino do Timão em 2016

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

A trajetória do zagueiro Felipe, atualmente no Porto, de Portugal, foge à regra. Contratado pelo Corinthians no início de 2012, depois de se destacar com a camisa do Bragantino, o defensor jamais fez categorias de base, o que o obrigou a passar por treinamentos especiais no CT Joaquim Grava. Em entrevista ao blog do Renato Rodrigues, do site Espn.com.br, o jogador, hoje com 28 anos, recordou parte desse processo.

“Lá no Corinthians, quando eu cheguei, como não tive base, cheguei bem 'cru'. Cheguei do Bragantino no fim de 2011, para começar em 2012, com muita dificuldade nas partes técnica e tática. O Corinthians foi um exercício de muita paciência. Eu, com 22 pra 23 anos, acabei fazendo a base lá, e aceitei muito bem isso. Precisava ouvir e aprender, e fiz tudo que me pediram. Todos foram muito pacientes. Isso me ajudou muito na carreira”, afirmou Felipe, que citou a influência do atual técnico do Corinthians, Fábio Carille, em seu crescimento profissional.

“Hoje, graças a Deus, me sinto igual aos outros. Independentemente de ter feito base ou não, já estou nos mesmos padrões dos outros. Senti, quando cheguei, que tinha muito jogador de qualidade que fazia coisa que me deixava pensando se eu conseguiria fazer o mesmo. Foram muito pacientes. O Carille me ajudou demais, de forma absurda. Devo muito a ele. O Tite também veio diretamente conversar comigo sobre isso, de um jeito muito humano e correto. Entendi e aceitei muito bem. Durante dois anos, três anos, fiz trabalhos para correções, para errar o menos possível, sempre buscando melhorar. Quando comecei a jogar, tudo estava bem encaminhado”, explicou o ex-camisa 28 alvinegro.

Ao longo das primeiras temporadas, Felipe alternou bons e maus momentos pelo Corinthians. Até pela defasagem técnica, acumulou falhas dentro de campo e passou a ser contestado por parte da torcida do clube. Mas a comissão técnica do Timão acreditou no potencial do beque. Carille, por sua vez, à época apenas auxiliar, foi fundamental.

“Sim, porque ele era o auxiliar técnico do clube, então toda vez que terminava um treino, ele pegava os zagueiros para trabalhar com ele. Ele era o responsável pelos zagueiros. Isso me ajudou em tudo. Correções de cabeceio, direção para onde jogar, movimento técnico para tirar uma bola e não ir para trás, sair jogando de um jeito correto, ter escolhas corretas durante o jogo... ele sempre teve essa paciência e me ajudava. Toda vez que pedia para fazer um treino à parte, ele falava que sim. Ele teve um papel fundamental na minha carreira”, atestou o defensor do Porto, que classifica como “enorme” sua evolução como atleta profissional.

“(...) Minha evolução no Corinthians, até ser campeão brasileiro, foi enorme e teve muita coisa positiva. Claro que algumas experiências você só adquire estando em campo. Mas eu sou a prova viva que o jogador, mesmo sem jogar, só treinando, aprendendo, pode evoluir (...)”, frisou.

Felipe foi negociado pelo Corinthians em junho de 2016, pouco depois de ser campeão brasileiro pela equipe do Parque São Jorge como titular. Em alta no futebol europeu, sobretudo em Portugal, o zagueiro se recorda com facilidade da partida que mudou sua vida – para melhor.

“(...) Teve um jogo contra o Bahia, em uma época que eu estava para ser emprestado. Saiu o Wallace, eu entrei e fui muito bem. Isso me segurou no Corinthians. Mudou tudo ali. Esse jogo foi especial, me ajudou a me manter no Corinthians. Seu eu não entro naquele jogo, seria emprestado para pegar mais experiência. Esse jogo foi o mais especial e deu tudo certo”, finalizou.

Veja mais em: Ex-jogadores do Corinthians, Fábio Carille e Tite.

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