Contraste entre sucesso no campo e caos financeiro marca aniversário de 107 anos do Corinthians

Contraste entre sucesso no campo e caos financeiro marca aniversário de 107 anos do Corinthians

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Corinthians completa 107 anos com contraste dentro e fora de campo

Corinthians completa 107 anos com contraste dentro e fora de campo

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O Corinthians completa 107 anos nesta sexta-feira. Aniversário esse marcado por um contraste inusitado: sucesso em campo e caos financeiro fora dele. Se a torcida tem motivos de sobra para se orgulhar do que Fábio Carille, Cássio, Maycon, Jô & Cia fazem desde o início do ano, o mesmo não pode ser dizer das cifras da administração de Roberto de Andrade.

Campeão paulista, líder isolado no Brasileirão e com chance de um título sul-americano inédito (Copa Sul-Americana), o Timão faz uma temporada acima das expectativas da imprensa e do próprio torcedor. Já em relação à parte financeira, a expectativa era completamente diferente da atual situação.

Depois de se desfazer da equipe campeã brasileira, obter a maior arrecadação de sua história no ano passado (R$ 458 milhões) e de uma diminuição na folha salarial do elenco, imaginava-se que o clube teria condições de honrar todos seus compromissos. Porém, o que se vê neste momento são tentativas de acordo com empresários para quitação de dívidas, além da falta de recursos para reforços.

O balancete divulgado recentemente comprovou que o cenário financeiro do primeiro semestre deste ano é ruim. O clube registrou déficit superior a R$ 35 milhões. Sem patrocinador máster e, principalmente, sem as luvas da TV Globo, o Corinthians viu a dívida crescer desde o último ano contábil: R$ 472 milhões em débitos contra R$ 425 milhões em dezembro. Nessa conta não engloba os passivos ligados à Arena.

Esses números ruins são resultados, entre outros fatores, da ausência do patrocinador máster, do frequente prejuízo do clube social e, principalmente, da permanência do elenco. A venda de alguns jogadores daria fôlego à diretoria que, por sua vez, preferiu apertar os cintos na busca pelo heptabrasileiro e não vendeu nenhum titular - a janela de transferência fecha na maioria dos países à 0h desta quinta-feira.

Em orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo, ainda em 2016, o Timão previa arrecadar R$ 52 milhões com venda de jogadores na atual temporada, no entanto, só faturou R$ 8 milhões, com a negociação de Uendel, para o Internacional, e Léo Jabá, para o Akhmat Grozny, da Rússia.

Sucesso dentro do campo, insucesso financeiro fora dele.

Veja mais em: Diretoria do Corinthians, Fábio Carille e Ações de marketing.

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