Áudio de secretário geral do Corinthians causa polêmica a cerca de um mês da eleição

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Antonio Rachid com a camisa do Corinthians nas mãos

Antonio Rachid com a camisa do Corinthians nas mãos

Reprodução/Facebook

Um áudio enviado pelo aplicativo WhatsApp causou polêmica neste final de semana no Parque São Jorge. Nele, o secretário geral do Corinthians, Antônio Jorge Rachid Júnior, garantiu ser possível regularizar os sócios que estivessem inadimplentes em troca de votos na eleição que acontecerá no próximo dia 3 de fevereiro, tanto para presidente quanto para o Conselho Deliberativo. A reportagem do Meu Timão teve acesso ao áudio durante o jogo contra o Sport, neste domingo.

"Bom dia, amigos, fiéis escudeiros. Vocês todos já devem saber que a diretoria lá mudou a regra do jogo, né? Na última hora. Então é o seguinte: se algum de vocês, na relação de votos tem alguns inadimplentes, que com certeza votarão na nossa chapa, eu vou ficar no clube lá até mais ou menos umas duas horas. Deve terminar lá pelas quatro, não sei, para tentar colocar alguém em dia. Quem achar que isso vale a pena. Mas com certeza de voto, né? Porque não vão pagar para os outros votar (sic) em inimigo, não é verdade? Então, quem achar que dá, que vale a pena, vai me passando WhatsApp. Eu vou fazer o possível para colocar o maior número. Um abraço para vocês todos, bom domingo", falou Rachid no áudio.

A "mudança na regra do jogo" que o conselheiro fala, na verdade, é a campanha do clube desde a última sexta-feira até o dia 10 que oferece ao associado inadimplente um desconto de 50% na taxa de reativação do título. Ao GloboEsporte.com, Rachid confirmou ser o autor da gravação. O conselheiro vitalício afirmou que falava em nome de Paulo Garcia, que ainda não decidiu se será o quinto candidato à presidência do clube.

A decisão de anistiar a cerca de um mês causou revolta dos candidatos da oposição, já que o artigo 44 do estatuto do Corinthians proíbe "qualquer anistia financeira para associados a partir de 12 meses antes da eleição".

Também ao GloboEsporte.com, Paulo Garcia confirmou os pagamentos:

"Para mim não tem negócio de esconder isso ou aquilo. Na sexta-feira (o clube) baixou um decreto para derrubar pela metade o valor das mensalidades. Realmente isso é muito difícil de a gente aceitar. Meu pai, quando foi candidato, ficou dez anos brigando na Justiça. Segundo o Rachid, eles (grupo da situação) já haviam fechado mais de 700 sócios. Você vai entrar numa eleição com quase de mil sócios de desvantagem? Então eu autorizei. Mas em dois dias não se consegue nada. Você tem que jogar o jogo desses caras, senão eles não saem do poder. Eu ainda não lancei candidatura, estou esperando saírem as regras... Para fazer papel de bobo não dá. Não tem nada para esconder. Não é ético, hoje principalmente, mas se não fizer isso você fica do lado de fora. E eu paguei no cartão, teve gente que bancou tudo no dinheiro, não sei o por quê", afirmou Garcia.

Romeu Tuma Jr., em entrevista à Rádio Bandeirantes, falou em "um dos dias mais tristes da história do Corinthians". O candidato da oposição, inclusive, promete ir à Justiça caso a comissão eleitoral aceite os votos dos que pagarem com desconto a cerca de um mês da eleição. Felipe Ezabella, do grupo "Corinthians Grande", também protocolou requerimento pedindo que os sócios que se regularizaram entre os dias 1 e 3 de dezembro não possam votar na eleição.

Romeu Tuma Jr., Felipe Ezabella, Andrés Sanchez e Antonio Roque Citadini são os candidatos à presidência do Corinthians.

Veja mais em: Eleições no Corinthians.

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