Uma reflexão sobre o papel diferenciado do corinthiano, o centenário, a tradição e o jogo de quarta-feira!

Quarta-feira não chega nunca... que ansiedade... mas precisa chegar, pois pra mim é o jogo mais importante da história do Sport Club Corinthians Paulista

É quarta-feira! É quarta-feira!

Fiz uma reflexão sobre estes gritos:

Quarta-feira não chega nunca...  que ansiedade... mas precisa chegar, pois pra mim é o jogo mais importante da história do Sport Club Corinthians Paulista, por tudo o que envolve.  desde a atuação fraca semana passada, o futebol desagradável do gordo, as bombas que tomamos no maracanã, o timeco que tem o flamengo , a sorte que  sempre dão contra a gente, o tempo que não ganhamos deles, pelo time que temos, pelo que a mídia carioca está falando, por ser outra vez oitavas de final, e  da libertadores, , por querermos demais este título e nunca termos ganho... mas principalmente por ser Corinthians, Corinthians fazendo 100 anos. e isso por si só já faz toda a diferença...

Mas por que faz toda a diferença?

Todos nós corinthianos sempre sonhamos com este momento; ganhar a libertadores no centenário é a meta da vida de todos nós, queremos que nossos gloriosos 100 anos sejam brindados com este caneco, afinal de contas pela grandeza e tradição do Corinthians e pela importância da data, este título inédito honraria essa história. Mas qual seria o nosso papel (nação corinthiana) neste contexto? qual nossa importância para que tudo isso seja como sonhamos e exigimos?

Na maravilhosa história cheia de glórias do nosso Coringão, sempre vejo como protagonista o povão... homens, mulheres, crianças, idosos, brancos, pretos, ricos, pobres, brasileiros, espanhóis, italianos, portugueses, turcos, africanos... a massa, a nação, a fiel, mas que fiel? que povo é este que estou falando? Aquele mesmo que se juntou sem nenhum centavo, mas por paixão para fundar este clube, aquele mesmo que fez um rateio pra comprar a primeira bola, aquele mesmo que lotou vagões e vagões de trem e ganhou o nome de fiel por invadir santos numa partida (coisa jamais vista até então) aquele que ficou 23 anos sem desistir crescendo e multiplicando cada vez mais na adversidade, aquele que colocou rio de janeiro no bolso 2 vezes, e trouxe pra cá uma vaga pra uma final inesperada e depois trouxe o mundo, aquele que cresceu em meio a ditadura e lutou por liberdade, aquele que lutou contra ditadores que estavam destruindo o clube mesmo em meio a ditadura, aquele que enterrou (simbolicamente) depois derrubou o ladrão que quase nos derrubou e colocou pra correr os picaretas com suas maletas de dinheiro sujo, aquele que pegou no colo nosso Coringão, nunca o abandonou e juntos deram a volta por cima, aquele bando de loucos que  nunca desiste, corre o mundo pelo Corinthians onde quer que esteja, que vai pro pau quando precisa, que após perder uma final quase ganha (2008) 3 dias depois lotava o Pacaembu pra gritar Corinthians  e leva-lo de volta ao seu lugar, aquele que já virou inúmeros jogos perdidos, que só vai embora depois do jogo acabar, que cobra quando precisa, que vai no estádio ver o Corinthians jogar, não ganhar, aquele que tem como principal momento da vida o apito do juiz e o manto sagrado em campo, aquele que se sente importante e alguém na vida apenas na arquibancada gritando Corinthians, empurrando o Corinthians os 90 minutos pra mais uma vitória, que larga serviço, escola, casamento, velório só pra sentir o prazer de ver o Corinthians...

Este é o povo, a fiel,  a nação que estou falando, este que é o protagonista  desta história centenária. com todo o respeito, admiração e gratidão, mas não  Manos Menezes, Ronaldos, Tevez, Marcelinhos, Violas, Netos,  Sócrates, Rivelinos, Luizinhos, Baltazares, Necos... Estes são apenas veículos  deste motor de 30 milhões de cavalos (que são nossos corações). O Corinthians é a torcida! Nós somos o Corinthians!

Mas por que digo isso, se chega a ser uma coisa óbvia?

Eis a resposta:

Estou vendo muitos de nós cobrar muito a equipe, ameaçar quebrar o pacaembu em caso de derrota, apontar o dedo e dizer que os jogadores tem obrigação de virar, tem que ter raça, que esse ano temos obrigação de ser campeões... Não discordo de nada disso, mas qual o nosso papel pra que isso ocorra?  e o que estamos fazendo pra isso, pergunto outra vez?

A obrigação de vencer esta batalha é nossa, é da torcida... nós que somos o coringão, por isso, tomos que vamos ao Pacaembú temos a obrigação de acreditar os 90 minutos, gritar até a bola entrar (que meu grito ecoe até o gramado e leve a bola pra rede) de deixar os adversários em choque, o juiz em choque, nossos jogadores em choque e que atraves dessa atitude positiva possamos lutar, vencer e depois conquistar este título que tanto cobramos, esperamos e merecemos. todos os Corinthianos, mesmo os que não poderão ir ao jogo(mas estarão com o coração)  devem acreditar, vibrar, torcer os 90 minutos, mandar vibrações positivas, não cornetar... Vamos ser um só, vamos ser o sport club corinthians paulista, o maior clube do mundo, vamos fazer do nosso centenário o maoir ano de todos os tempos.

Peço para todos que vão ao estádio, que vão com este espírito, esta pegada.... Somos nós que vamos fazer nosso centenário, nós que nascemos, respiramos e vivemos Corinthians,  não os jogadores. que nós sejamos o exemplo deles, não eles o nosso... só venceremos se estivermos todos juntos numa só voz... Nossas organizadas num lindo ato de grandeza abriram mão de seu nome e história por um dia em nome de 1 único ideal para nesta quarta-feira  começarmos a mudar a história e construirmos mais um glorioso capítulo nessa maravilhosa trajetória do clube mais brasileiro... Serão todos numa só voz, um só grito e um só ideal: Corinthians.

Que todos nós peguemos esse espírito e nos preparemos pra batalha, que seja a última pra esse adversário, e que seja mais uma triunfal em nossa história. e que antes de cobrar façamos o possível e impossível pelo Corinthians... “Eu canto até ficar rouco...” e como dizia um sábio: “que eu seja a mudança que eu quero pro mundo” e como dizia outro: “o Corinthians é o time do povo e é o povo quem vai fazer o time” e como vamos dizer quarta: “não pára, não pára, não pára, vai pra cima timão!”

e que assim seja...

(Enviado por Marcel Pereira Plácido)

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