Renegociações, investidores e naming rights: Rosenberg define metas para Arena Corinthians

Renegociações, investidores e naming rights: Rosenberg define metas para Arena Corinthians

Por Meu Timão

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Diretor de marketing, Rosenberg também assume frente na Arena Corinthians

Diretor de marketing, Rosenberg também assume frente na Arena Corinthians

Foto: Bruno Teixeira Rolo

Uma nova gestão assumiu o Corinthians após a eleição de Andrés Sanchez para a presidência, no último sábado. E com ela, novos planos se iniciam no clube. O diretor de marketing e comunicação, Luis Paulo Rosenberg, comentou as metas estabelecidas para a Arena em Itaquera nos próximos três anos. Entre a tão esperada venda do naming rights (em português, diretos de nome) do estádio e a busca por novos investidores, o controle financeiro aparece como prioridade no planejamento.

Rosenberg foi um dos idealizadores da construção da Arena Corinthians, inaugurada em maio de 2014. Inicialmente orçado em R$ 820 milhões, o estádio teve seu valor extrapolado para R$ 985 milhões. A casa do Timão conta com dívidas compostas por repasses a Caixa (cerca de R$ 631 milhões), garantias da Odebrecht (R$ 39 milhões), além de valores diretos para a construtora (R$ 346 milhões). O banco, inclusive, já deixou claro o temor por um calote do clube no pagamento de parcelas do empréstimo, ainda durante a gestão de Roberto de Andrade.

"Temos de fazer a recomposição da dívida, isso envolverá todos os interlocutores do financiamento. Temos a Prefeitura com os CIDs, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) como provedor primário dos recursos, a Caixa como responsável pelo financiamento e a própria Odebrecht. Esse esforço já começa nesta semana e a base da negociação tem que ser o postulado que a gente adotou quando Andrés decidiu tocar o estádio: o custo é R$ 450 milhões. Tudo mais que foi feito aconteceu em função da Fifa. Vamos tentar construir uma negociação justa com todos e operacional com o Corinthians", disse Rosenberg ao GloboEsporte.com.

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A abertura da Arena em Itaquera para outras atividades, além de jogos de futebol, é vista como uma das saídas para angariar recursos. "Um ponto central que vai marcar a gestão é que essa Arena é um marco da virada da Zona Leste. Claro que os eventos mais importantes são os jogos do Corinthians, mas é nossa obrigação transformar a Arena em ponto de lazer de congregação social da Zona Leste. Vamos ter que fazer shows com ajudas de parcerias, no mínimo, semanalmente, nunca usando o gramado. Temos uma área externa no estacionamento descoberto e na entrada leste que dá para fazer shows brilhantes. Não da Madonna, mas que atraiam a população local", argumentou o diretor de marketing.

"O estádio assim vai ganhar uma substância, e a valorização dele como exposição de marca vai nos permitir fazer acordos comerciais mais agressivos de venda de espaços, camarotes e áreas em que podemos ter restaurantes, área de convivência para a exposição de montadoras ou lançamentos de produtos. Isso que vai atrair a venda do naming right", completou.

Outra meta da nova gestão, já muito esperada pela Fiel, é a venda do naming rights. A negociação já está projetada pela diretoria desde a inauguração do estádio, podendo render entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões ao longo de duas décadas (de 17,5 mi a 20 mi por temporada). A transação é vista como a "cereja do bolo" por Rosenberg, que acredita que conversas com possíveis investidores tendem a um desenrolar positivo após a realização de eventos na Arena Corinthians.

"Tem que ser a cereja do bolo. É muito difícil (naming rights), eu reconheço, mas só vamos conseguir grandes patrocínios quando tivermos muito mais que 40 eventos no ano, que são os jogos do Corinthians. Se aquilo for usado o ano inteiro, todos os dias, com uma população do tamanho da Zona Leste, que é a maior de São Paulo, mudaremos o relacionamento empresarial", finalizou.

Veja mais em: Diretoria do Corinthians, Arena Corinthians, Andrés Sanchez e Ações de marketing.

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