Corinthians pega o Santos em estreia no Paulista de futebol americano; técnico fala ao Meu Timão

Corinthians pega o Santos em estreia no Paulista de futebol americano; técnico fala ao Meu Timão

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Steamrollers entra em campo neste sábado na primeira rodada do Paulista de FA

Steamrollers entra em campo neste sábado na primeira rodada do Paulista de FA

Divulgação

O Corinthians Steamrollers estreia no Campeonato Paulista de futebol americano no início da tarde deste sábado. A equipe alvinegra recebe o Santos Tsunami no estádio do Canindé, em São Paulo, às 14h. Teste de fogo para o Rolo Compressor, que deixou escapar o título da edição 2017 ao ser derrotado pela Lusa Lions na finalíssima, por 34 x 5.

Antes de o Steam encarar seu primeiro desafio oficial na temporada de 2018, o Meu Timão ouviu personagens da preparação do Rolo Compressor, como o quarterback titular Matheus Torres, que terá a missão de conduzir a linha ofensiva dos corinthianos diante do Santos.

Leia também: Conheça os planos para ser expoente do futebol americano no Brasil

Outro a conversar com a reportagem foi o técnico Daniel Clouston, hoje responsável pelos atletas de defesa. Ex-jogador de FA, tendo inclusive chegado à liga semi profissional dos Estados Unidos, Clouston contou sua trajetória dentro do esporte da bola oval e a expectativa para o confronto. De acordo com ele, mais do que conquistar uma vitória, o Corinthians pretende utilizar a partida para minimizar eventuais falhas e iniciar a temporada com uma apresentação positiva.

“Mas acho que o mais importante hoje é a gente ter esse espírito de melhora, a gente quer melhorar a cada jogo. Pode ser que nesse jogo a gente não dê 100% do que gostaria, mas vai ser gravado, vai ser analisado e nós vamos melhorar cada vez mais para o próximo jogo”, projetou um dos comandantes do Steamrollers.

  • O Corinthians pertence ao grupo B da SPFL, ao lado de Santos Tsunami, São Paulo Spartans, Ocelots Futebol Americano, Mooca Destroyers, Rio Preto Weilers Futebol, Spartans Futebol e Piracicaba Cane Cutters.
  • A chave A é composta por Portuguesa FA, São Paulo Storm, Ponte Preta Gorilas, Palmeiras Locomotives, ABC Corsários, Leme Lizards Futebol e Inter de Limeira Tomahawk.

Ao fim da fase de grupos, os líderes estarão automaticamente classificados para a semifinal. Segundos e terceiros disputarão mata-mata para definir quem irá à próxima fase.

Os ingressos para o jogo no Canindé podem ser adquiridos pela internet. Os valores vão de R$ 20 a R$ 80 (combo com cinco entradas). Há também comercialização de bilhetes na bilheteria do estádio até o início do embate. Acesse aqui para comprar com desconto.

Leia o bate-papo do Meu Timão com o técnico Daniel Clouston

Daniel conversou com a reportagem depois de comandar último treino antes de estreia

Daniel conversou com a reportagem depois de comandar último treino antes de estreia

Larissa Lima/Meu Timão

De que forma sua relação com o futebol americano teve início?

Estou no futebol americano já faz 26 anos, por aí. Virei jogador, joguei high school (ensino médio), fiz universidade e depois fui jogar no semi profissional, joguei pelo BC Jets, que faz parte do New York Jets, de Nova Iorque.

Qual sua função aqui no Steamrollers?

Hoje sou técnico da defesa, estou ajudando o pessoal com a defesa. Acabei de voltar da Colômbia, estava em Bogotá com a equipe do Carneiros, treinei eles por mais ou menos um ano. Antes disso eu estava na Europa, fui para a Noruega, passei por um time lá, passei pela Alemanha, França e pela Espanha.

Que bacana. Me conte com um pouco mais dessas experiências lá fora...

Na verdade, eu fui adotado, quando tinha 14 anos fui adotado pros Estados Unidos e lá eu não falava nada de inglês mas via muita disciplina, todos uniformizados, me chamou muita atenção. E comecei a ir na academia conhecer o pessoal do futebol americano, só que também não falava inglês, então era ‘vai lá na defesa e veja o que consegue fazer’. Eu comecei a me destacar muito rápido, mesmo porque eu queria ser melhor do que os caras. Assim consegui maiores amigos, consegui aprender inglês bacana, alguns técnicos me ajudaram muito, principalmente os de desenvolvimento, na coletividade do time. E consegui me formar no high school, entrei para a universidade, onde ganhei uma bolsa. O ruim é que, jogando pela universidade lá fora, você não pode jogar profissional, e acabei jogando semi profissional. Se você ganha para jogar, as regras da universidade não permitem que você continue no college. Eu parei de jogar por causa disso, porque jogava no semi profissional.

Depois de formado, voltei para São Paulo. Estava num parque e vi uma bola de futebol americano cair na minha frente, foi tipo um sonho (risos). ‘Futebol americano no Brasil não existe’, pensei. Quando subi o morro, vi uns quinze caras jogando futebol americano e aí me enturmei com eles, acabei jogando por três, quatro anos, e virei técnico, técnico do ABC Corsários. Logo em seguida montamos o time do Brasil Devils. Depois do Devils, voltei para o São Paulo Storm, a equipe que eu comecei e depois disso fui para fora. Acabei ganhando campeonato nacional, Campeonato Paulista algumas vezes, também fui campeão como jogador... Fui para a Europa e hoje estou aqui no Corinthians.

Preparação do Rolo Compressor ocorreu na Fazendinha, em um dos campos da base

Preparação do Rolo Compressor ocorreu na Fazendinha, em um dos campos da base

Larissa Lima/Meu Timão

O que você espera do seu time no jogo contra o Santos?

O que mais me chama atenção é o pessoal novo, um pessoal bacana e que quer aprender muito. Você vê, tem várias pessoas hoje no treino (quarta-feira), os caras realmente querem porque querem ter essa competição entre eles. A gente tem um estabelecimento muito bom, é muito melhor do que era antes, então isso chama atenção da galera. Querendo ganhar, você acaba tendo essa competição dentro da equipe e vamos pra cima. Acho que o Santos vem também com uma equipe um pouco jovem, algumas peças-chave que também muita experiência, e a gente acha que pode bater de frente com eles. Vai ser uma grande experiência pra gente, mas vamos para cima do Santos Tsunami e estamos aí para ganhar. Esperamos que toda a torcida apareça lá no Canindé para nos apoiar porque tenho certeza que o pessoal do Santos vai vir, então precisamos de todo mundo lá.

Qual o principal objetivo do Corinthians na temporada?

A gente está para ganhar, está para ganhar tudo. Já tivemos anos de aprendizagem, temos algumas peças-chave que podem fazer a diferença sim e estamos aí para competir, chegar nas finais, vencer o Paulista e partir para frente no Brasileiro e tentar chegar aos playoffs. Tentar ganhar o máximo que a gente pode. Mas acho que o mais importante hoje é a gente ter esse espírito de melhora, a gente quer melhorar a cada jogo, pode ser que nesse jogo a gente não dê 100% do que gostaria, mas vai ser gravado, vai ser analisado e nós vamos melhorar cada vez mais para o próximo jogo. É isso que a gente pede dos jogadores, que deem o máximo para que a gente consiga concertar os erros.

Tem algo a acrescentar? Um recado para a torcida do Corinthians?

Só peço que a galera apareça aí, acho que o Corinthians vem demonstrando um bom futebol americano, vai reconquistar tudo que teve antes e esperamos um ótimo jogo. Então, que a galera apareça e curta!

Veja mais em: Corinthians Steamrollers, Corinthians x Santos e Especiais do Meu Timão.

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