Cinco quilos em um ano: fisiologista do Corinthians cita quatro fatores para evolução de Pedrinho

Cinco quilos em um ano: fisiologista do Corinthians cita quatro fatores para evolução de Pedrinho

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Foram apenas 17 minutos contra o Mirassol. Outros 14 diante do Botafogo-SP. E, no último jogo, mais 45 minutos no duelo com o Bragantino. Pouco tempo, mas o suficiente para Pedrinho ganhar espaço no Corinthians e se tornar uma espécie de 12º jogador da equipe de Fábio Carille.

Uma evolução dentro de campo nos últimos três jogos que não foi por acaso. Pelo contrário. É consequência da própria evolução física do meia-atacante, que acabou de completar sua primeira temporada na equipe profissional - foi promovido em fevereiro de 2017.

Nesse período, Pedrinho pulou de 59 quilos para 64 quilos. A mudança já pode ser notada nas imagens do jogador, como é possível ver na montagem abaixo. Esse ganho de cinco quilos de massa muscular é comemorado pela comissão técnica. A reportagem do Meu Timão conversou com um dos principais responsáveis por toda essa evolução física.

Pedrinho

Pedrinho ganhou músculos - primeira foto é em 2016, a segunda em 2017 e a última em 2018

Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Para o fisiologista Antonio Carlos Fedato, quatro fatores contribuíram para esse upgrade no corpo do jovem, de 19 anos: conscientização do atleta quanto à alimentação, suplementação (vitaminas, etc), trabalho individualizado de fisiologistas e preparadores físicos e acompanhamento da nutricionista do clube.

"A evolução dele foi grande. É visível. Com ele foi feito um trabalho de reeducação alimentar, só aí ele teve um ganho. A Cris (Cristiane Neves, nutricionista) fez um trabalho com ele, passamos também uma suplementação para os treinos e um trabalho especial para ganho de força e massa muscular. Ele teve um ganho muscular grande. O peso dele, quando começamos a fazer o trabalho com ele, era de cerca de 59kg. Esse pulo para 64kg é um ganho grande, não foi gordura, foi de massa muscular", explicou Fedato em conversa com o Meu Timão.

O trabalho mais difícil -, que deveria ter sido o mais fácil -, foi o de conscientização do próprio Pedrinho quanto à importância da alimentação. Essa dificuldade de se alimentar, inclusive, resultou em uma anemia. O jogador garante que isso é coisa do passado. O clube, para ajudá-lo, passou a dar "quentinhas" para que o jovem pudesse se alimentar em casa.

"Se ele não tiver o combustível, que é a alimentação, não seria possível nada disso. A alimentação dele não é só aqui, é feita fora também. Ele tem de ter essa noção e, agora, está tendo. Ele melhorou muito o hábito aqui e fora, tem algumas refeições que ele leva daqui, feito especialmente para ele levar para casa, isso tudo contribuiu com nosso trabalho, com esse ganho de massa muscular", contou Fedato.

Mas a evolução física de Pedrinho não acabou. De acordo com o fisiologista, o corpo do camisa 38 ainda não atingiu a maturidade biológica. Isso ainda é motivo de treinos específicos e cuidado de fisiologistas e preparadores físicos do Corinthians.

"A maturação biológica ainda não acabou, é tardia. A idade biológica dele não é a mesma da idade cronológica, então, ele ainda tem trabalhos que precisa fazer por essa idade biológica. Não é o mesmo trabalho que um atleta maturado faz, é respeitado essa situação dele. Ele tende a crescer em termos de massa muscular, há um caminho a ser percorrido", explicou Fedato, que completou:

"Agora é o tempo, tem coisa que não conseguimos antecipar, a maturação dele vai vir. Normalmente essa maturação vai até uns 21 anos, mas vai de caso a caso. Mas ele já está bem próximo do ideal", avisou.

Fedato em conversa com Carille em um dos treinos do Corinthians

Fedato em conversa com Carille em um dos treinos do Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

AGUENTA OS 90?

Antonio Carlos Fedato falou também sobre a resistência de Pedrinho durante uma partida, que foi assunto durante o início da temporada anterior, sua primeira na equipe profissional. O fisiologista garantiu que o meia-atacante tem condições físicas de se manter em campo por 90 minutos, mas ponderou que apenas a sequência dos jogos é que o deixará numa situação ainda mais favorável em relação a isso.

"Aguentar os 90 minutos é relativo, depende da intensidade do jogo e do que o jogo necessitou dele. O atleta que não vem jogando, mesmo que esteja treinando bem, vai ter dificuldade. Ele só irá ter a capacidade total de suportar os 90 minutos depois que ele tiver uma rotina de jogar, como tinha na base, quando aguentava os 90 normalmente. Apenas dez jogadores podem estar em campo, não tem jeito. Quando ele tiver essa sequência, poderá melhorar. Mas já podemos dizer que ele tem capacidade de suportar, sim, os 90 minutos. Dependerá da característica do jogo", finalizou.

Veja mais em: Pedrinho, CT Joaquim Grava e Especiais do Meu Timão.

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