Esquecido na era pós-Mano, craque da base corintiana luta contra a desconfiança para se firmar

Lateral-esquerdo afirma que evolução que tinha com o ex-treinador foi interrompida

Revelação da base do Corinthians, o lateral-esquerdo Dodô aguarda com paciência por uma chance de se firmar no profissional. Aos 18 anos, o atleta luta com duas principais dificuldades: ser reserva do intocável Roberto Carlos e a saída de Mano Menezes, treinador que o promoveu ao time principal e tinha um projeto para sua carreira, cercada de expectativas.

A ideia era prepará-lo para ser o substituto de Roberto Carlos no time titular, assim que o atual camisa 6 parasse de jogar. Porém, a saída de Mano para assumir a seleção brasileira e a chegada de Adilson Batista estacionaram a ascensão de Dodô. Segundo afirmou em entrevista ao R7, foi um retrocesso em sua trajetória.

- O fato é que depois da saída do Mano eu não tive mais oportunidade. Com o Mano eu fui inscrito até na Libertadores. Ele via que eu tinha condição de jogar. Quando ele saiu, foi a sequência de um trabalho interrompido. Quando chegou o Adilson, eu tive um retrocesso.

Dodô acredita que é natural faltar confiança a um novo treinador para lançar uma promessa, ainda mais quando o time não vive uma boa fase, como era o caso do Corinthians sob o comando de Adilson. Porém, muita gente não entendia o porquê de o treinador, na ausência do titular, improvisar na posição, colocando um zagueiro ou um meia para jogar na lateral, como fez com Leandro Castán e Danilo, respectivamente. Muitas vezes, ele nem sequer era relacionado para os jogos.

- Eu ficava um pouco chateado, mas o Adilson chegou com a responsabilidade de manter o trabalho do Mano. Eu acho que ele não tinha muito conhecimento, nunca tinha me visto jogar. É difícil você apostar em um jogador mais jovem. Ele não acompanhou minha evolução. De um ano para cá, é nítida a evolução treinando com o profissional. Ele estava me conhecendo agora.

Bené, pai do jogador, diz que os clubes pecam na fórmula que usam para lançar jovens talentosos em suas equipes principais. Segundo ele, isso só acontece quando existe crise financeira e falta jogador para colocar em campo. A única maneira, então, é recorrer aos “pratas da casa”.

- O lançamento de um atleta no profissional acaba sendo um projeto pessoal do treinador e não do clube. Então, fica meio complicado.

A chegada de Tite dá esperanças a Dodô. Porém, o ala sabe que terá que recomeçar todo o trabalho do zero para ganhar a confiança do novo técnico.

- A expectativa é de poder ajudar, claro que também cai nesse lado de que ele não deve me conhecer. Mas eu preciso mostrar para ele que eu posso ajudar. Ganhar a confiança dele nos treinos.

Relação com Mano e seleção

Dodô caiu nas graças de Mano Menezes assim que começou a treinar com os profissionais. Quando Ronaldo chegou ao clube, os juvenis fizeram muito coletivo com a equipe principal e o lateral-esquerdo se destacou e chamou a atenção do hoje treinador da seleção brasileira. Assim que André Santos acertou sua transferência para o exterior, Dodô foi promovido.

- Ele [Mano] sempre conversou bastante comigo e me deu a oportunidade de subir. Ele me dava muitos conselhos. Eu até que tive bastante oportunidade de jogar com ele. Fiz os últimos quatro jogos do Brasileiro do ano passado. Este ano, com a chegada do Roberto, ficou mais difícil, mas mesmo assim eu jogava na ausência dele. Joguei dois jogos no Paulista. Com a saída dele, eu perdi espaço.

O lateral é figura carimbada nas seleções de base desde os 16 anos e espera que isso não mude agora, quando o Brasil se prepara para a Olimpíada de 2012. De acordo com ele, o fato de Mano estar à frente do projeto pode facilitar seu caminho.

- Dá esperança. Ele [Mano] me conhece. Trabalhou durante um ano comigo. Até por ele ter esse relacionamento com o Corinthians, ele pode me acompanhar mais de perto, procurar saber como eu estou. O fato de eu não estar jogando pode atrapalhar um pouco em relação à seleção. Mas o pessoal de lá me conhece. Eu estive durante muito tempo lá, eles sabem meu comportamento, a forma como eu jogo.

Europa

Dodô já fez intercâmbio no Manchester United em duas ocasiões, em maio e em agosto de 2009. O time inglês tem um projeto que mapeia os garotos da base que podem interessar futuramente ao time. Foi o que aconteceu com os gêmeos Rafael e Fábio. O corintiano admite o desejo de um dia deixar o país.

- Eu tenho sonho em jogar na Europa. Ir para o Manchester foi bom, porque acabei tendo contato com os profissionais primeiro lá do que aqui. Você percebe diferenças táticas, de posicionamento nos treinos. Eles valorizam coisas diferentes daqui, como o passe de primeira, o jogo mais rápido. Ao contrário do brasileiro, que carrega mais a bola.

O defensor tem contrato com o Corinthians até o meio de 2012. Porém, um acordo firmado entre o clube do Parque São Jorge e o Manchester lhes garante a opção de compra de Dodô. No entanto, o clube não é obrigado a liberar o atleta se a proposta n

Fonte: R7 Esportes

Enviado por: Victor

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