Wilson Mano diz que Neto não corria

Wilson Mano diz que Neto não corria

Um dos ícones de polivalência no Corinthians na década de 1990, Wilson Mano tem muitas histórias para contar sobre sua passagem pelo clube. Uma delas é a respeito do seu parceiro Neto. Hoje dono de um posto de gasolina na cidade de Bariri (SP) e com 47 anos, ele relembrou o sedentarismo do colega de equipe e explicou o porquê de ele ter ‘rachado’ o grupo em 1991, um ano depois da inédita conquista do Campeonato Brasileiro.

Segundo Wilson Mano, o técnico Nelsinho Baptista decidiu que iria colocar Neto isolado na frente, sem ter a obrigação de marcar. Em contrapartida, caberia a ele a missão de ser o ‘homem-gol’ do Corinthians.

“Para ele foi ótimo, pois como meia teria que acompanhar o volante. Como não tinha condição física, só jogava no ataque. De vez em quando vinha fazer média e dar carrinho só para a torcida gritar”, disse ao UOL Esporte.

Só que a estratégia caiu por terra quando Neto atravessou um mau momento técnico em 1991, e os jogadores do Corinthians passaram a questionar os seus privilégios. “Em 90, que ele estava em estado de graça, o grupo todo aceitou isso, com exceção de um ou outro que ficou com o nariz torcido. Em 91 começou a Libertadores e o Brasileiro, e aí ele, além de não correr, pegou uma fase ruim e o grupo começou a chiar, dizer que era f... começar sempre com um jogador a menos. É aquele velho ditado: quando o filho fica rico, todo mundo quer ser pai”.

Mas Wilson Mano estava entre os que apoiaram a iniciativa de que Neto deveria ficar na frente e não ajudar na marcação. “Tem que entender que se falasse que o Paulo Sérgio não iria correr eu iria brigar, pois o homem corria pra caramba”.

Wilson Mano e Neto foram dois dos principais nomes da conquista do título brasileiro de 1990, que ficou marcado na história dos torcedores do Corinthians por ter sido o primeiro (de um total de quatro). Hoje, os dois são amigos, e reeditam a parceria nos jogos do time corintiano de masters.

Mas a amizade de hoje não impede Mano de ‘cornetar’ o ídolo corintiano e seu preparo físico ruim da época. “Ele era um jogador sedentário, não era culpa dele, e sim do condicionamento físico que ele tinha...o Neto não era preguiçoso, mas o biotipo não permitia que ele fizesse uma caminhada para acompanhar a gente. No linear, enquanto a gente fazia 12 km o dele era de 5, 6 km/h no máximo”.

Neto conhecia as suas fracas condições físicas e por isso focava os treinos no que mais sabia fazer e o que o consagrou: cobrar faltas. “Ele pegava um saco com 20 bolas, botava barreira, pegava o terceiro ou o quarto goleiro, ficava batendo falta, todo dia aperfeiçoava bem. O que ele não tinha na parte física, compensava na parte técnica”.

Mano revelou outra característica curiosa de Neto na época: a sorte que ele tinha na hora de balançar as redes. “Era um jogador largo. Estava sempre na área, a bola sobrava e ele fazia”, brincou. “Sempre zoei com ele pra caramba. Ele falava: sou f... mesmo, que se f... corre aí que eu penso [risos]”.

Fonte: UOL

Enviado por: José Anésio

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