Vitória maiúscula do Timão!

Vitória maiúscula do Timão!

Há jogos em que a expectativa é inversamente proporcional ao que se produz em campo.

E o primeiro tempo de Corinthians x Inter, no Pacaembu (33.329 pagantes), foi um desses.

Como foi daqueles jogos que dão razão a quem defende que se tire um jogador de cada time porque 11 contra 11 ocupam todos os espaços e não sobra jeito de criar.

Foram 45 minutos alemães, de muita marcação, quase nenhuma emoção e um árbitro que deixou rolar quando não havia falta, no que fez muito bem, e quando havia, no que fez muito mal.

Sensação de gol mesmo só uma, em lance de Leandro Damião na linha de fundo, salvo por Fábio Santos.

Erro mais grave de arbitragem, só um, em falta não marcada sobre o ótimo centroavante colorado um passo antes da área corintiana.

Os donos da casa tiveram mais a bola mas pouco fizeram com ela.

A sensação no intervalo era a de um jogo que ou ficaria no 0 a 0 ou seria decidido por quem fizesse o primeiro gol.

Ninguém mudou nada para o segundo tempo, o que só aumentava a ideia de que tudo continuaria igual.

E o árbitro seguia dando a impressão de que havia esquecido o cartão amarelo até que, aos 5, finalmente, ele o mostrou para o colorado Zé Roberto, quando nem era o caso, pois chances houve maiores antes, dos dois lados.

Mas o Corinthians voltou mais lépido, deixando-se marcar menos pelo Inter, sem guardar posição na frente, com muita movimentação.

Mas dava os contra-ataques ao Inter, sempre perigosos.

Aos 12, livre, coisa rara no jogo, Oscar teve a melhor chance de fazer gol, em chute cruzado, para fora.

Os dois times se equiparavam em abnegação e obediência tática e o gaúcho levava vantagem no quesito qualidade técnica.

Duas vezes, por detalhes, o Inter deixou de fazer seu gol.

Mais de 35 mil torcedores viam o jogo no estádio com o coração na mão.

Aos 18, Tite foi o primeiro a mexer: tirou Liedson, com dor no joelho e apagado, e pôs o Sheik Emerson.

O surpreendente Leandro Castan ganhava o duelo com o xará Damião.

Uma cotovelada no Sheik, dentro da área, enlouqueceu os corintianos. Mas como vê-la?

O jogo era quente. E amarrado, mas menos do que no primeiro tempo.

Aos 27, Emerson armou um contra-ataque que por pouco não decretou o gol corintiano.

Corinthians e Inter, sem dúvida, faziam o jogo mais guerreado do Brasileirão, viril, mas sem deslealdade.

Quando Falcão mexeu, mexeu duplamente: Alex no lugar de Zé Roberto e Glaydson no de Bolatti, aos 31.

Mas Fábio Santos cruzou rasteiro pela esquerda, Emerson fez o corta-luz, Paulinho deu para Willian, guerreiro na frente e na defesa, bater cruzado, sem chance para Muriel: 1 a 0.

O Corinthians ganhava seu oitavo jogo em nove disputados.

Era tão justo como se fosse um gol gaúcho.

E era hora da pressão colorada.

E de o alvinegro se defender do jeito que desse.

Sim, com bola para o mato, porque era jogo de campeonato.

Willian, esgotado, deu lugar a Edenílson e Weldinho a Wallace, aos 39.

Defesa, defesa, defesa, defesa, como se fosse basquete.

O Inter pôs o atacante Gilberto, que ganhou do Santa Cruz em disputa com o próprio Corinthians. Saiu o zagueiro Nei.

A Fiel cantava justificadamente enlouquecida nas arquibancadas.

E o jogo só iria acabar aos 49.

O Inter tentava ganhar espaço como se fosse futebol americano, palmo a palmo do terreno.

O invicto Corinthians livrava seis pontos do também invicto Flamengo, agora ambos com nove jogos.

Gloriosamente numa noite de deixar o torcedor feliz. E orgulhoso do seu time.

Quem marcasse primeiro o gol, venceria.

Nada a reclamar, só a exaltar.

Sim, o Corinthians fez a sena.

Fonte: Juca Kfouri

Enviado por: Gabriel-NmV

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