Christian admite briga com Gallo e erro em trocar Corinthians pelo Internacional

Christian admite briga com Gallo e erro em trocar Corinthians pelo Internacional

Por Meu Timão

A terceira passagem de Christian pelo estádio Beira-Rio não lembrou nem de longe a época em que ele decidia jogos contra o Grêmio. Em 2007, o camisa nove arranjou uma desavença com Alexandre Gallo. O então treinador chegou a ‘convocar’ o atacante para esclarecer os fatos no meio de uma entrevista coletiva pós-jogo. Até hoje o ex-jogador não esquece. “A gente, às vezes, não é obrigado a gostar um do outro”, disse.

A ponta de mágoa de Christian também leva em consideração o que ele tinha conseguido antes de voltar para Porto Alegre. No Corinthians, era artilheiro do Paulistão com cinco gols em cinco partidas. Mas preferiu atender ao chamado do então campeão mundial.

Em entrevista ao UOL Esporte, o ex-centroavante confirma as rusgas com Gallo, diz que errou ao sair do Parque São Jorge e que se sentiu exposto na confusão com o técnico. Christian esperava um tratamento diferente do Inter, até por seus ‘serviços’ anteriores.

UOL Esporte: O que tem feito desde que deixou de jogar, Christian?
Christian: Eu cuido dos meus negócios, tenho coisas envolvidas com comércio. No qual, diariamente, tenho que correr atrás. Cuidar e fazer tudo certinho. Virei empresário, vamos dizer assim, na área do comércio.

UOL: Você lida direto com o público? Qual a reação deles ao ver você, um ex-jogador de futebol?
Christian
: Existe bastante isso. Nas reuniões, nos lugares que eu vou sempre existe a lembrança do jogador. Hoje tem o empresário, o cara que cuida dos negócios. Muda totalmente uma coisa da outra, mas sempre fica o carinho do torcedor. Isso é legal.
 
UOL: O que aconteceu na sua passagem pelo São Paulo? Você foi contratado como um reforço de peso, mas não conseguiu se firmar.
Chistian
: É, acabei não jogando. Mesmo não tendo jogado, eu fiz parte da conquista [o Mundial de Clubes de 2005]. Isso é importante para qualquer jogador. Qualquer um queria estar no meu lugar. Acho que tanto no São Paulo, como no Palmeiras foi uma questão de maturação. Cabeça. Enfim, não deu liga. Muito menos no São Paulo, do que no Palmeiras. No Palmeiras, foi uma passagem rápida. Foi o Rio-São Paulo e depois tive que me reapresentar na França. No São Paulo, não saiu do jeito que eu queria...

UOL: Algo a ver com as pessoas que estavam no clube?
Christian
: Foi mais uma coisa minha. Faltou alguma coisa que não sei explicar. Procurei sempre fazer o melhor. Vinha do futebol japonês, que era totalmente diferente. Precisava de um pouco mais de tempo para me adaptar ao clube e ao futebol brasileiro novamente, mas faz parte. Sou grato ao São Paulo pela oportunidade. Poderia ter sido melhor como foi no Corinthians.

UOL: No Corinthians, foram cinco gols, em cinco jogos. Depois a decisão surpreendente de voltar para o Inter. Por qual motivo?
Christian
: Foi como voltar para casa. Na minha avaliação, foi um erro. Teria que ter continuado no Corinthians. Cheguei e me senti bem. Mas decidi mais pela emoção do que qualquer outra coisa. Acabei voltando para o Inter e consegui o título da Recopa. Foi também importante a passagem, mas se tivesse pensado bem, teria permanecido no Corinthians em 2007.


UOL: Se você tivesse ficado no Corinthians, acredita que 2007 seria diferente?
Christian
: Agora é fácil de falar. Agora é muito mais fácil. Talvez, poderia ter sido diferente. O que posso deixar claro que, naquele momento, houve um erro de avaliação da minha parte. Não deveria ter saído.

UOL: Você só aceitou porque era o Inter?
Christian
: Por ser o Inter. Por ser o clube onde eu me criei. Ter uma segurança contratual, pois tinha um contrato de risco no Corinthians. Isso também pesou muito. Mesmo que o Corinthians tivesse confirmado a proposta, eu teria vindo porque era uma coisa de coração. Esse foi um erro de avaliação meu. Mas tudo bem, faz parte.

UOL: Essa última passagem pelo Inter, inclusive, foi a que você teve maiores percalços.
Christian
: Foi um ano muito difícil. Muito ruim. Já dava para mais ou menos imaginar, pois vinha de um ano muito bom. O próximo ia ser ruim e automaticamente ia cair nas costas de quem estava chegando. Em uma avaliação, os que chegaram não conseguiram manter o nível, mas faz parte do show. Também teve alguns problemas de vestiário com o Gallo. Eu também tive problemas com o Gallo.

UOL: Verdade. Em um certo jogo você apareceu no meio da entrevista coletiva para fazer um esclarecimento, correto?
Christian
: Houve muitos problemas. No meu entendimento, eu fiquei um pouco exposto. Pelo clube e toda a história que eu tinha. Eu fiquei exposto por uma situação que não tinha sido criada por mim. Por essas coisas que foi um ano complicado. Tinha mais um ano de contrato, mas acabei acertando a minha saída do clube. A vida segue, o clube está muito bem e eu sigo minha vida agora como torcedor. O Gallo segue a vida dele, eu sigo a minha, o clube teve várias conquistas após o episódio.

UOL: Muito se falou deste episódio. Você pode comentar algum outro daquela época?
Christian: Essas coisas têm que ficar guardadas. Elas já passaram. Seria até antiético da minha parte. O Gallo é treinador, está na ativa e mesmo se não tivesse, não falaria, pois são coisas de vestiário e seria uma falta de ética. São coisas de vestiário e que naquela época ficaram dentro do vestiário, dentro daquele grupo. No meu entender, não é legal falar sobre isso.

UOL: Você superou as desavenças?
Christian: Nunca houve desavenças. Naquela época, talvez, tenha ficado algumas coisas mal esclarecidas. Mas como falei, ele que siga a vida dele, toda a sorte do mundo onde ele está. Eu sigo a minha e se um dia a gente se encontrar em algum lugar, com certeza, vamos trocar um 'oi, boa tarde'. 'Oi, boa noite'. É assim mesmo que funciona. A gente, às vezes, não é obrigado a gostar um do outro. A gente trabalhou juntos e assim que funciona. Na vida, no futebol ou em qualquer outra área que a gente atue.

Fonte: UOL

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