Felipão revela boa relação com Sanches e diz que nada o impediria de trabalhar no Corinthians

Felipão revela boa relação com Sanches e diz que nada o impediria de trabalhar no Corinthians

Por Meu Timão

O técnico Luiz Felipe Scolari mostrou insatisfação com as especulações diárias sobre seu futuro no Palmeiras. Em meio à turbulência política do Palmeiras e com supostos interesses dos rivais São Paulo e Corinthians, Felipão resolveu brincar com a situação. Ele tem contrato com o clube alviverde até dezembro de 2012, chegou a abrir mão de sua multa rescisória em caso de demissão, mas o presidente Arnaldo Tirone recusou a alteração em seu contrato.

- Já definimos que o Murtosa vai para Minas Gerais, o Carlão (Pracidelli, preparador de goleiros) para o Rio, o Galeano vai assumir o comando técnico e eu vou ser o gerente geral. Todos sabem mais do que eu. Em um mês, já tive uns quatro pré-contratos. Se os dirigentes querem que eu trabalhe nesses outros clubes, ótimo. Sinal de que não sou tão ruim assim – ironizou.

- Acho legal contarem com meu trabalho, mas tenho cumprido tudo com o Palmeiras – completou.

Felipão diz que a amizade com dirigentes de outros clubes é comum no futebol. Com Andrés Sanches, presidente do Corinthians, a relação é considerada muito boa. E em outros clubes a sensação é parecida: campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, Felipão goza de prestígio com praticamente todos os dirigentes do país.

- Gosto muito do Andrés, tenho boa amizade com ele. Quando o encontro converso por meia hora. E só por isso eu vou para o Corinthians? Não posso ter nenhum amigo em São Paulo, Corinthians e Cruzeiro? Vivo mais enclausurado e preso do que quem está na cadeia. Se eu encontrar o Pedrinho, do Jabaquara, então vou assinar com o Jabaquara? – disse o treinador, novamente carregando na ironia.

Apesar de negar quaisquer sondagens dos rivais do Palmeiras, Felipão não descarta dirigir São Paulo ou Corinthians no futuro. Com o discurso do profissionalismo, o técnico se diz livre para acertar com quem quiser.

- Sou um profissional livre. Antes de voltar para o Brasil, recebi proposta do Internacional, mesmo identificado com o Grêmio. E tenho grandes amigos lá até hoje, a proposta era espetacular, mas só não fui porque eles queriam ganhar a Libertadores. Um tropeço seria ruim de administrar, já que eu sou identificado com a torcida rival. Mas isso não me impede de um dia treinar o Inter ou qualquer outro clube – avisou Felipão.

Fonte: Globo Esporte

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