Titular improvável, Paulo André se surpreende com protagonismo no Corinthians

Titular improvável, Paulo André se surpreende com protagonismo no Corinthians

Por Meu Timão

Quando chegou ao Corinthians, Paulo André foi reserva de um dos setores de maior confiança do treinador Mano Menezes. A dupla de zaga era formada apenas pelo capitão do time, Willian, e um dos líderes e batedor de faltas e pênaltis, Chicão. O primeiro se aposentou, e deu lugar a Leandro Castán. O segundo acabou barrado por Tite e deu espaço ao campineiro contratado ano passado junto ao futebol francês, que se encontrou como zagueiro titular e acabou se tornando um dos personagens do Corinthians neste Campeonato Brasileiro.

Paulo André admite, porém, a surpresa com a titularidade. Desde o jogo diante do São Paulo, o primeiro após o afastamento de Chicão, o defensor foi ganhando a confiança da torcida e também se tornou um porta-voz do elenco. Tanto que na semana passada, quando Tite foi 'poupado' pelos jogadores na entrevista coletiva depois da vitória sobre o Ceará, Paulo foi um dos que atenderam aos microfones. Protagonismo não planejado pelo jogador.

'Realmente eu não esperava. Eu achava que ia ter chances por lesão, suspensão. No momento da troca a equipe não vinha tão bem e o Tite tomou a decisão de mudar drasticamente. É atitude de alguém que quer vencer e acabou arriscando o certo. O que eu fiz de diferente foi controlar a ansiedade. Só isso, nada mais', disse Paulo André durante entrevista no centro de treinamento corintiano.

Mas o papo com o zagueiro não se resume ao trabalho, e Paulo André voltou a falar sobre seus gostos não tão usuais no meio do futebol. Primeiro, a pintura. 'Como pintor eu sou horrível. Sou esforçado, não aprendi, não fiz curso, mas sou insistente. Tiro foto, olho, arrumo. Mas demoro muito'. Sobre o tênis, admite que o gosto pelo esporte quase o afastou do futebol. 'O tênis é minha paixão de infância. Meu pai queria que eu jogasse tênis e eu fui longe, acho que tinha talento'.

Ainda dá tempo, entre o costume de ir ao cinema e ao teatro, de jogar xadrez. 'Aprendi com meu pai. Contra o Wallace [companheiro de Corinthians] eu sou ótimo, contra o resto sou mediano', brinca. Mas, em meio a tudo isso, como Paulo André foi virar zagueiro? 'Isso eu conto no meu livro que vou publicar. Aguardem', desconversa, antes de deixar a sala de imprensa do CT Joaquim Grava.

Fonte: ESPN

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