Amor pelo Corinthians ajuda humilde família a superar tragédia em Rio do Sul

Amor pelo Corinthians ajuda humilde família a superar tragédia em Rio do Sul

Por Meu Timão

Superação! Família Odelli está ainda mais unida depois da tragédia em Rio do Sul

Superação! Família Odelli está ainda mais unida depois da tragédia em Rio do Sul

Foto: Bruno Andrade

A cerca de 200 km de Florianópolis, local do confronto entre Corinthians e Figueirense, a pequena cidade de Rio do Sul, localizada no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, se reconstrói da sua pior enchente nos últimos 30 anos.

No dia 8 de setembro deste ano, após três dias incansáveis de chuvas, o Rio Itajaí-Açu atingiu quase 14 metros, invadiu os bairros e fez duas vítimas fatais. Na ocasião, a prefeitura decretou estado de calamidade pública por causa das inundações e deslizamentos de terra.

Entre os 61 mil habitantes que sofreram com a tragédia, quatro moradores têm uma bela história para contar. Sob a batuta do funcionário público Francisco Odelli, mais conhecido como Chico, de 56 anos, esposa e filhos encontraram na fé em Deus e no amor pelo Timão a força para dar a volta por cima.

A família Odelli perdeu praticamente tudo. A casa onde eles moravaram há 17 anos, no Centro, ficou completamente debaixo d'água e teve sua estrutura comprometida. Fora as quatro paredes e algumas peças de roupa, nada restou. Hoje, eles moram de favor na casa do pai do namorado da filha Franciele, de 23 anos.

- A nossa casa ficou acabada. Essa enchente nos tirou praticamente tudo, mas nos deixou mais unido. É a típica garra e superação do torcedor corintiano. A felicidade que o Corinthians proporciona tem nos ajudado. Vamos reconstruir a casa, com certeza - acredita Chico.

Casa ficou debaixo d'água por quatro dias (Foto: Arquivo pessoal)

Enquanto o marido sonha, a esposa Sônia, de 51 anos, sofre com os constantes pesadelos. Apesar de rezar e agradecer todos os dias pela saúde dos seus familiares, ela não consegue esquecer o drama que marcou sua vida.

- Foi muito duro olhar a minha casa destruída. Depois de quatro dias da enchente, voltei e tentei abrir a porta da sala. Na hora, tive a impressão de que um terremoto havia passado por ali. Não existia mais nada, era tudo lama. Essa lembrança dói muito, nunca vou esquecer. Tem noite que eu acordo e me assusto, não sei onde estou dormindo - explica a dona de casa, visivelmente emocionada.

Passado quase três meses, Chico e o filho Francisco Júnior vivem a expectativa da decisão de hoje no Orlando Scarpelli. O pentacampeonato nacional é o presente que eles tanto aguardam, após tamanha desgraça.

- Queremos muito ir para Florianópolis. Juntamos um dinheirinho, mas não conseguimos ingressos. Mesmo que não consigamos entrar no estádio será uma alegria enorme ver o Corinthians campeão aqui em Santa Catarina - sonham.

Quadro do Corinthians é a única lembrança

Quatro dias submersa nas águas do Rio Itajaí-Açu. A casa da família Odelli foi duramente castigada pela enchente. Entre movéis, eletrodomésticos e roupas, quase tudo foi perdido. Apenas um objeto se salvou, quase que inteiro. Trata-se de um quadro do Corinthians.


Quadro do Corinthians ficou preso na parede (Foto: Arquivo pessoal)

A ilustração comemorativa da conquista do Mundial de Clubes de 2000 fazia parte da decoração do quarto do filho de Francisco. Mas a força da tragédia não foi capaz de arrancá-lo da parede.

? Quando a água baixou, voltamos em casa para ver o que tinha sobrado e o que dava para ser aproveitado. Nos restou o símbolo do Corinthians. Ele, assim como o time, é a prova de superação. Resistiu e segue conosco. É o marco da nossa reconstrução ? comemerou Chico, com lágrimas nos olhos.

Hoje, o objeto ainda guarda marcas da inundação. Atrás do vidro de proteção nota-se um pouco de lama. Porém, ele já tem data para ser recuperado. O avô materno da família prometeu aos netos reformar a moldura assim que o Timão conquistar o título do Campeonato Brasileiro. Chegou a hora?

Diário de viagem

Bruno Andrade (Enviado especial a Rio do Sul)

'É impossível imaginar o que Rio do Sul sofreu. Ao entrar em Rio do Sul me senti dentro da cena de um filme. O ônibus ia parando e, aos poucos, fui percebendo que os meus olhos enxergavam a dura realidade de uma cidade devastada pela enchente. É impossível imaginar o que Rio do Sul sofreu.

Mas essa sensação foi mudando ao ponto que fui analisando os moradores. A superação estava estampada nos rostos deles.

O Hotel Mauri, onde fiquei hospedado, também foi tomado pela enchente. Na ocasião, a água ocupou toda a recepção e os hóspedes ficaram ilhados por dois dias nos andares de cima. Aliás, agradeço ao Mauri pela ajuda na realização da matéria.

Voltei a me emocionar ao conversar com a família Odelli. Com confiança em Deus, eles acreditam que vão conseguir reconstruir tudo. Eu confio nisso também.'

Fonte: Lancenet

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