Depois de 25 anos, Tite faz homenagem e vê título escapar

Depois de 25 anos, Tite faz homenagem e vê título escapar

Por Meu Timão

O Corinthians, do técnico Tite, venceu o Figueirense e esteve com a 'taça nas mãos' por alguns minut

O Corinthians, do técnico Tite, venceu o Figueirense e esteve com a 'taça nas mãos' por alguns minut

Foto: Getty Images

No Corinthians, cerca de seis minutos separaram a festa da frustração neste domingo, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Terminada a partida diante do Figueirense, decidida pelo gol de Liedson, que assegurou o placar de 1 a 0, torcedores e jogadores aguardavam a confirmação do empate por 1 a 1 entre Fluminense e Vasco no Rio de Janeiro, que selaria matematicamente o quinto título nacional dos paulistas.


A confirmação, porém, não veio. Nos seis minutos que separaram os apitos finais dos dois jogos, o meia Bernardo conseguiu aproveitar uma das últimas oportunidades cruzmaltinas e fazer 2 a 1 para o Vasco, mantendo a diferença entre os times em dois pontos (70 a 68) e a disputa em aberto. Nas arquibancadas em Florianópolis, os gritos de 'é campeão' dos paulistas deram lugar às provocações dos catarinenses, que cantavam 'Vasco, Vasco'.

Tite não viu nada disso. Enquanto os jogadores se concentravam no gramado e torciam pelo empate no Estádio do Engenhão, o técnico do Corinthians corria para o vestiário. Lá, foi avisado pelos resmungos do fisioterapeuta Caio Melo de que o Vasco reassumira a liderança no placar, adiando por pelo menos uma semana o pentacampeonato corintiano.

Não foi por acaso que Tite deixou o gramado antes de seus jogadores. Em 25 de fevereiro de 1987, ele era titular do Guarani que recebeu o segundo jogo da final do Campeonato Brasileiro de 1986 diante do São Paulo. Após ser substituído por Vágner, viu a partida terminar empatada por 3 a 3. Ao lado de um dirigente do clube campineiro, acompanhou as cobranças de pênaltis que deram o título nacional ao São Paulo no Estádio Brinco de Ouro da Princesa.

Em Florianópolis, como forma de homenagear o dirigente, Tite relembrou o gesto, mas a repetição não trouxe sorte. 'Me bateu naquela hora: deixa eu ficar quieto no meu canto, pensando em um cara que foi um baita de um diretor comigo, para ver se poderia acontecer de alguma forma diferente. Não aconteceu', explicou Tite no gramado do Estádio Orlando Scarpelli, sob chuva após a vitória por 1 a 0.

Diferente do que aconteceu há 25 anos com o então meio-campista, o hoje técnico terá uma segunda chance de conquistar a taça. Desta vez, ao invés do que aconteceu neste domingo, pode nem precisar deixar o gramado para comemorar o título de campeão brasileiro que viu escapar em Campinas e em Florianópolis. Para isso, basta que o Corinthians não perca do Palmeiras na 38ª rodada do Brasileiro.

E se o time de Tite vencer o clássico diante do rival, o comandante alvinegro irá superar o 'trauma' de ter visto fugir o título brasileiro de novo, para superar o gosto amargo que experimentou nos seis minutos em que esperou nos vestiários do Estádio Orlando Scarpelli. 'Deram uma bala Juquinha, depois me puxaram o tapete', brincou o técnico em sua entrevista coletiva.

Fonte: Terra

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