Na raça e na conversa, Alessandro pode ser o capitão do penta

Na raça e na conversa, Alessandro pode ser o capitão do penta

Por Meu Timão

Alessandro assumiu a tarja após a saída de Chicão do Corinthians

Alessandro assumiu a tarja após a saída de Chicão do Corinthians

Foto: Miguel Schincariol

Ele não vive o auge da sua condição técnica, mas nem por isso deixa de ser importante dentro do elenco e é um dos homens de confiança de Tite.

Na base da raça e da superação, o capitão Alessandro segue à frente do grupo e pode simbolizar essa ascendência sobre os jogadores do Corinthians ao erguer a taça do quinto título brasileiro do clube.

O Timão enfrenta o Palmeiras, no próximo domingo, no Pacaembu, e um empate contra o maior rival pode render a glória aos alvinegros.

No Parque São Jorge desde o início de 2008, o lateral fez parte de toda a reconstrução da equipe depois do rebaixamento à Série B e na volta à elite do Campeonato Brasileiro.

Neste período, mesmo que a braçadeira de capitão tenha sido de William e posteriormente de Chicão, Alessandro nunca deixou de exercer o papel de condutor dos atletas.

Dentro de campo, nas concentrações ou no vestiário, ele sempre orienta os companheiros.

? É um jogador que tem uma postura exemplar e conto muito com o apoio dele. Assim como faço com o Chicão, conversamos sobre assuntos particulares que têm de ser passados para o elenco. Ele se comunica muito bem com todos os atletas ? explica ao L! o gerente de futebol do Timão, Edu Gaspar, que atuou com o jogador antes de se aposentar.

O incentivo e o otimismo constantes dentro do plantel, mesmo nos maus momentos, são dois dos pontos mais elogiados por Tite e os outros integrantes da comissão técnica.

Em comparação a Danilo e Chicão, dois dos cabeças do grupo, afirmam que Alessandro trabalha muito o positivismo nos bastidores. O meia é respeitado pela experiência, e o zagueiro por ser bastante técnico.

Apelidado de Guerreiro pelos colegas, Alessandro sempre é lembrado por três momentos de dedicação nesta temporada. Recuperado de uma crise de catapora, treinou menos de uma semana para participar do fatídico confronto com o Tolima (COL) pelar Libertadores. Na mesma semana, garantiu a vitória (1 a 0) no contra o Palmeiras em meio à crise após a eliminação. No Brasileiro, teve grave lesão muscular e, após o retorno, tem se sacrificado.

Domingo, vai para a batalha final!

AS AUSÊNCIAS DE ALESSANDRO

1 Catapora
Teve uma crise de catapora no início do ano, perdeu a pré-temporada e os três primeiros jogos do Paulista. No sacrifício, enfrentou o algoz Tolima (COL) na Libertadores.

2 Contratura
Não pegou o Mirassol no Estadual por causa de uma contratura na coxa direita. Retornou no jogo seguinte, diante do Americana.

3 Lesão grave
Na terceira rodada do Brasileiro, teve uma gravíssima lesão na coxa direita que o afastou por dois meses e meio (12 jogos). Foi submetido ao tratamento de PRP, que usa o próprio sangue do jogador, para acelerar a cicatrização do músculo.

4 Incômodo na coxa
Retornou em agosto, contra o Santos, longe do ideal. Por isso, ficou fora dos confrontos com Palmeiras e Fluminense.

Os capitães do Corinthians nos quatro títulos do Brasileirão

Tevez - 2005
Contratação mais cara da história do clube, o argentino caiu logo nas graças da Fiel por seu jeito aguerrido. Com 20 gols, foi eleito o melhor jogador do Brasileirão de 2005 pela CBF, no tetra. No ano seguinte, viveu o drama da eliminação da equipe na Copa Libertadores, contra o River Plate (ARG). O atacante saiu do Timão durante o Brasileirão de 2006.

Gamarra - 1998
Capitão do time em 1998, ano em que disputou a Copa do Mundo e se destacou por ficar 724 minutos sem cometer uma falta sequer, o zagueiro paraguaio participou ainda da conquista do Paulistão, contra o Palmeiras, no ano seguinte. É considerado até hoje um dos melhores defensores da história alvinegra. Transferiu-se para o Atlético de Madrid (ESP) durante a temporada de 1999.

Rincón ? 1999
Rincón foi o capitão do tricampeonato brasileiro, conquistado contra o Atlético-MG, no Morumbi. O colombiano jogou com a tarja no primeiro e no terceiro jogos do playoff final do Brasileirão. Na segunda partida, em que não atuou por estar machucado, Marcelinho foi o capitão. Ele também levantou a taça no Mundial de 2000.

Neto - 1990
Capitão em 1990, o meia foi o principal nome da campanha do primeiro título nacional do Timão. Dos 26 gols do time, fez nove: cinco deles em cobranças de falta, sua especialidade. Ganhou o Paulistão em 1997 também. Tem muita identificação com o clube e até hoje assume seu lado corintiano, apesar de ter jogado pelo Palmeiras nos anos 80. Hoje, é comentarista de TV.

Fonte: Lancenet

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