Caso Adriano: Perícia encontra bala no forro da porta atrás do banco do motorista

Caso Adriano: Perícia encontra bala no forro da porta atrás do banco do motorista

Rio - O tenente da reserva da Polícia Militar Júlio Cesar Barros de Oliveira, de 52 anos, negou durante depoimento, na tarde deste sábado, na 16ª DP (Barra da Tijuca) que a arma estivesse com o jogador Adriano quando a jovem de 20 anos foi atingida. O chefe da segurança de Adriano contou aos policiais que estava dirigindo o BMW e quando tirou a arma da cintura, a pistola disparou acidentalmente. 'Não emprestei a arma a ninguém. Foi um acidente', disse Júlio Cesar, na saída da hospital.

A versão de Júlio Cesar fica comprometida porque os peritos encontraram o projétil alojado no forro da porta atrás do banco do motorista. Até o momento, o jogador não compareceu à delegacia para depôr. Caso não compareça espontaneamente, Adriano será intimado.

'Adriene (atingida pelo disparo) e Viviane contaram que Adriano estava com a arma quando ela disparou e atingiu a mão esquerda da Adriane', contou o PM Amilton Outeiro Dias, responsável pela anotação da ocorrência no hospital. Primeiro Adriene havia dito que foi vítima de bala perdida.

Outro policial, o tenente da Silva, do 31º BPM, confirmou a mesma versão. 'Fui interpelado por uma testemunha que estava dentro do carro do jogador. Me parece que ele estava com arma de fogo na mão, e quando foi retirar o carregador, apontou de uma forma imprudente, vindo a atingir a vítima', contou.

Tiro dentro de carro

Adriene Cyrilo Pinto foi baleada no carro do jogador Adriano, um BMW de São Paulo, na madrugada deste sábado, na saída de uma boate na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. Segundo policiais do 31º BPM (Recreio),

Adriene foi atingida por um tiro na mão e levada para o hospital Barra D'Or pelo segurança do jogador, tenente reserva da Polícia Militar Júlio César Barros de Oliveira, de 52 anos. Segundo depoimento de testemunhas, o jogador teria realizado um disparo acidental na mão da jovem ao brincar com a arma.

De acordo com o policial Amilton Outeiro Dias, que registrou a ocorrência, as outras três jovens que estavam no carro contaram que o jogador estava no banco do carona e apanhou a arma no porta-luvas, retirando o pente de balas. Em seguida, virou-se para o banco de trás, onde encontravam-se Viviane Faria de Fraga, Andreia Ximenes, de 28 anos, e Daniele Pena, também de 28 anos, para mostrar a arma. O revólver, apesar de estar sem o pente, ainda continha uma bala na agulha, que disparou acidentalmente, atingindo a mão esquerda de Adriene.

Segundo as testemunhas, logo após o disparo, Adriano tirou a camisa que usava e enrolou na mão de Adriene. Em seguida, Julio César, que dirigia o BMW, parou o automóvel e o jogador passou para um outro carro que vinha atrás, onde estavam outros seguranças. Adriano alegou estar passando mal e seguiu para casa, mas antes pediu que o segurança levasse a jovem ferida para o hospital.

Adriene sofreu fratura exposta em um dos dedos da mão esquerda e vai passar por uma cirurgia ainda nesta tarde. Viviane encontra-se na 16ª DP, onde presta depoimento.

Histórico de confusões e escândalos acompanha carreira do jogador

Craque nos gramados, Adriano não repete o mesmo sucesso fora deles. Conhecido pela vida boêmia, o jogador se envolveu em escândalos durante sua passagem pelo Flamengo, entre 2009 e 2010. No mais grave deles, em abril de 2010, Adriano teve que explicar à polícia envolvimento com criminosos da Vila Cruzeiro, favela onde nasceu e foi criado. Fotos do jogador fazendo sinais de facção criminosa e a compra de uma moto no nome da mãe de um traficante foram alguns dos pontos que o centroavante precisou esclarecer em depoimento na 38ª DP (Brás de Pina).

Os romances e as bebedeiras do jogador também foram alvos de polêmica. O conturbado relacionamento com a personal trainer Joana Machado foi apontado como motivo para rendimento ruim no fim de sua passagem pelo time rubro-negro. Outro problema enfrentado pelo jogador foi a acusação de que sua participação em festas regadas a bebedeiras e sexo estaria diminuindo seu preparo físico.

Em fevereiro de 2011, Adriano se recusou a fazer o teste do bafômetro numa blitz da Operação da Lei Seca. A operação foi na madrugada de 9 de fevereiro na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca. O jogador, tinha acabado de voltar de temporada na Itália, teve a carteira de habilitação apreendida e foi multado em R$ 957,70, mesma pena de motorista flagrado alcoolizado.

Reportagem de Damaris Giuliana e Pâmela Oliveira

Fonte: Marca Brasil

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