Montillo só precisa bater o pé para ser vendido

Montillo só precisa bater o pé para ser vendido

Montillo vai ter de mostrar fora de campo a conhecida garra argentina para vestir a camisa do Corinthians. Afinal, é consenso nos bastidores que, se o meia quiser, troca o Cruzeiro pelo Timão. E, pelo visto nesta sexta-feira, o jogador de 27 anos vai puxar com um pouco mais de força a corda para o lado do Alvinegro neste cabo de guerra.

Em sua primeira entrevista em 2012, ele já deixou claro que só permanece em Belo Horizonte se receber aumento.

“Sou jogador de futebol e, dentro de campo, vou continuar treinando pelo torcedor, que merece. Mas também tenho de pensar na minha família, que está acima de tudo. Vou pensar em falar com a diretoria para ver se eles vão fazer um esforço para que eu fique”, disse o jogador, que recebe R$ 150 mil por mês e tem contrato com o Cruzeiro até 2015. O Timão lhe oferece R$ 400 mil por mês e R$ 4,7 milhões de luvas.

Além da vontade do argentino, em outro ponto os corintianos podem se agarrar para manter a esperança de um final feliz nessa negociação. Em geral, as multas recisórias nunca são pagas integralmente. No caso, o contrato do meia prevê o pagamento de aproximadamente R$ 80 milhões.

“Em pouquíssimos casos, é depositado o valor integral da multa. Até porque esses valores são muito altos e, na hora de assinar, os jogadores não pensam nisso”, admite Breno Tannuri, advogado do Cruzeiro.

Na espera/ Após a diretoria alvinegra ter anunciado, quinta-feira, que estava fora da briga pelo atleta, o treinador do Timão apresentou outro discurso. “Sempre buscamos qualificação. O Montillo faz uma função que o Danilo e o Alex também podem fazer. Abriu uma possibilidade e o Corinthians foi atrás do Montillo. A negociação ainda está em impasse”, disse Tite.

Segundo o artigo 18, parágrafo 3º da regulamentação da Fifa, um clube pode negociar com qualquer jogador, desde que antes faça proposta formal para o outro clube. “O artigo diz que só se pode entrar em contato com o atleta após falar com o clube. Muitas vezes, é oferecido salário três vezes maior ao jogador, que perde a cabeça”, observa Tannuri.

Opinião
Sérgio Sabino,
diretor da Michael Page, empresa especializada em recrutar executivos

É ético uma empresa cobiçar um contratado
No mundo empresarial, é normal esse tipo de assédio, como o do Corinthians a Montillo. Somos especialistas em buscar profissionais de mercado para outras empresas. E, naturalmente, 95% dessas pessoas já estão empregadas. O problema é que, no mundo do futebol, as coisas se tornam públicas, não há sigilo. Acho que só faltará postura profissional se, da parte do empregado ou do jogador, a intenção for fazer leilão por um salário maior.

Plínio Rocha,
editor assistente de Esportes do DIÁRIO

O Cruzeiro está de chororô, nada mais do que isso
O Cruzeiro reclama de falta de ética do Corinthians por ter procurado Montillo e feito proposta salarial. Qual o problema nisso? Quantos casos, mundialmente, são assim? O clube paulista não faz nada demais, está apenas tratando com uma das partes da negociação. E, se não tivesse procurado o atleta, falando apenas com o clube, será que o jogador teria o direito de reclamar, da mesma maneira? É chororô do Cruzeiro, que pode perder o craque.

Montillo só precisa bater o pé para ser vendido

Fonte: Diario de São Paulo

Enviado por: joão felipe

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