ESPECIAL: Paulistão Chevrolet teve apenas 9 troca de técnicos

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Marcelo Veiga, o Alex Ferguson do Interior

Marcelo Veiga, o Alex Ferguson do Interior

Nem de perto se compara ao futebol europeu, mas o número de troca de treinadores no Campeonato Paulista vem diminuindo consideravelmente e na temporada 2012 'apenas' nove mudanças aconteceram. Ainda restam duas rodadas para o final da primeira fase, mas dificilmente os times farão mudanças nas próximas semanas. Por isso, o Portal Futebol Interior fez um levantamento das alterações que aconteceram ao longo da competição.


E os números mostram mais uma vez algo que vai totalmente contrário ao pensamento de muitos dirigentes do futebol brasileiro: trocar de treinador não é certeza de melhores resultados. Isso pode ser comprovado no Paulistão. Os oito classificados para as quartas de final já foram conhecidos e todos eles estão com os mesmos treinadores desde o início da temporada.

Emerson Leão (São Paulo), Tite (Corinthians), Muricy Ramalho (Santos), Luiz Felipe Scolari (Palmeiras), Marcelo Veiga (Bragantino) e Gilson Kleina (Ponte Preta) estão prestigiados em seus clubes, tanto que iniciaram os trabalhos no ano passado e desde então não deixaram mais seus cargos. Completando o G8 estão Mogi Mirim e Guarani. O Sapão da Mogiana é a principal surpresa do Paulistão e tem no comando Guto Ferreira, enquanto o Bugre decidiu apostar novamente em Vadão - conquistou o acesso à elite em 2009 - e acertou sua contratação no início do ano. Marcelo Veiga é um capítulo à parte, já que está no Braga há cinco anos. Fato que fez a torcida o apelidar de 'Alex Ferguson do Interior', em alusão ao treinador britânico, que está no Manchester United-ING, desde 1986.

Além deles, outros cinco clubes não mudaram a comissão técnica. O Mirassol manteve Ivan Baitello desde o ano passado e vem brigando por uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro, assim como o Linense, que no final de 2011 acertou com Pintado para entar a participação na competição nacional. Enquanto isso, São Caetano e Portuguesa mantiveram Márcio Araújo e Jorginho, respectivamente, desde a Série B do ano passado. Apesar dos dois times serem as principais decepções do Paulistão, ambas diretorias não resolveram mudar.

Único time na zona de rebaixamento e que não trocou de treinador foi o Catanduvense, que mesmo correndo sério risco de rebaixamento manteve Roberval Davino. Talvez isso tenha acontecido pois a diretoria percebeu que montou um elenco limitado para a disputa do Paulistão e que alguns problemas atrapalharam o rendimento do time, acreditando que a culpa pelos resultados ruins não é do treinador.

Mudanças...
Diferente dos 13 times citados acima, outros sete trocaram de treinadores ao longo do campeonato e dois deles mudaram duas vezes. De volta à elite depois de 25 anos, o Comercial começou com Márcio Fernandes, mas depois de uma sequência de resultados ruins optou por dar sangue novo e anunciou a contratação do experiente Geninho. Mesmo assim, o treinador, que já foi campeão brasileiro, não conseguiu os resultados desejados. Na última segunda-feira, foi demitido e o Bafo será comandado pelo auxiliar-técnico Gil Baiano de forma interina nas duas próximas rodadas. O presidente Nelson Lacerda não irá buscar um substituto, já que o time comercialino está virtualmente rebaixado.

Quem também eve três treinadores ao longo do Paulistão foi o Guaratinguetá, que assim como o Comercial vem pagando pela falta de planejamento no início da temporada. O time do Vale do Paraíba começou o Paulistão com Roberto Fernandes, mas depois de um início ruim o substituiu por Vilson Tadei. Na semana passada, a diretoria entrou em um acordo com o comandante e optou pela 2ª troca. Tadei saiu e quem assumiu o comando interino para as três últimas rodadas foi o diretor de futebol Carlos Octávio Leite, que tenta livrar o time do rebaixamento para a Série A2.

Cinco times mudaram apenas uma vez a comissão técnica ao longo da competição. Ainda sonhando com uma vaga na Série D do Brasileiro, o Paulista começou apostando em Sérgio Baresi e até surpreendeu nas primeiras rodadas, mas depois caiu drasticamente de produção e a diretoria optou pela demissão do treinador. O substituto foi Luiz Carlos Martins, que manteve o Galo do Japi próximo ao G8 e ainda sonhando com um lugar na competição nacional. Quem está na mesma situação e com chances de classificação para a Série D é o Ituano. Ruy Scarpino não conseguiu ter um bom início e foi substituído por Roberto Fonseca, que pegou o time próximo da zona de rebaixamento e conseguiu uma boa recuperação.

Praticamente cumprindo tabela nas duas últimas rodadas do Paulistão, o Oeste também teve apenas uma troca: saiu Estevam Soares e entrou Roberto Fonseca. E Estevam Soares continuou no campeonato, já que substituiu Moisés Egert no XV de Piracicaba, pegando o time alvinegro nas últimas colocações. Completando a lista está o Botafogo, que também pecou no planejamento logo no início da temporada, com diversas contratações e mudanças no elenco durante o Paulistão. Lori Sandri deixou o cargo no meio da competição e deu lugar para Vagner Benazzi, que encontrou um time desacreditado e ainda vem sonhando com a permanência na elite.

Confira as trocas de treinadores

Botafogo - Lori Sandri e depois Vágner Benazzi
Bragantino - Marcelo Veiga
Catanduvense - Roberval Davino
Comercial - Márcio Fernandes depois Geninho e depois Gil Baiano (interino)
Corinthians - Tite
Guarani - Vadão
Guaratinguetá - Roberto Fernandes depois Vilson Tadei e depois Carlos Octávio Leite (interino)
Ituano - Ruy Scarpino e depois Roberto Fonseca
Linense - Pintado
Mirassol - Ivan Baitello
Mogi Mirim - Guto Ferreira
Oeste - Estevam Soares e depois Roberto Cavalo
Palmeiras - Luiz Felipe Scolari
Paulista - Sérgio Baresi e depois Luiz Carlos Martins
Portuguesa - Jorginho
Ponte Preta - Gilson Kleina
Santos - Muricy Ramalho
São Caetano - Márcio Araújo
Emerson Leão
XV de Piracicaba - Moisés Egert e depois Estevam Soares

Fonte: Futebol Interior

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