Vantagem da fase de grupos tem sido inútil para Corinthians na Libertadores

Vantagem da fase de grupos tem sido inútil para Corinthians na Libertadores

A vitória por 3 a 1 sobre o Nacional nesta quarta-feira carimbou o passaporte do Corinthians para as oitavas de final da Libertadores com uma rodada de antecedência, mas a história recente aponta que esse tipo de vantagem tem sido insignificante. Nas últimas três vezes que disputou a fase de grupos da competição - 2003, 2006 e 2010 -, o time também não teve dificuldade para assegurar classificação. Foram conquistados, em média, 14,6 pontos de 18 possíveis nestas três edições.

Em 2003, comandado por Geninho e com Liédson no ataque, o Corinthians sobrou contra os demais oponentes do Grupo 8 e venceu cinco dos seis jogos que disputou. A única derrota foi contra o Cruz Azul no México. De resto, bateu os mexicanos no Pacaembu e venceu o Fénix do Uruguai e o Strongest duas vezes cada um.

O emparelhamento nas oitavas de final apontava como adversário o segundo colocado do Grupo 1, o River Plate. No jogo de ida, o disputado no Monumental de Nuñez, o Corinthians saiu na frente com gol de Jorge Wágner, mas deixou a vitória escapar nos minutos finais. Cavenaghi e D’Alessandro - hoje ídolo do Internacional - foram os responsáveis pela virada dos argentinos.
O Corinthians será eliminado mais uma vez nas oitavas de final?
Não, desta vez a equipe está encaixada e será campeãO time tem condições de ir mais longe desta vez, mas o título ficará em outras mãosSim, mata-mata é outra história
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No confronto da volta, Liédson abriu o placar logo no início e incendiou a torcida corintiana no Morumbi - palco daquele jogo. A vantagem, contudo, não durou muito tempo, pois os argentinos empataram na sequência. Ainda no primeiro tempo, o lateral-esquerdo Roger foi expulso após uma entrada violenta em D’Alessandro. Com a menos, o Corinthians não teve forças no segundo tempo e foi dominado pelo River, que acabou fazendo o segundo gol.

Três anos depois, em 2006, o enredo foi idêntico. O time de Parque São Jorge disputou a fase de grupos ao lado do Tigres, Universidad Católica e Deportivo Cali e somou 13 pontos em seis jogos. A fórmula de cruzamento para as oitavas de final já era a mesma da atual. Por isso, o Corinthians, dono da terceira melhor campanha dentre os 16 classificados, reencontrou o River Plate, que foi o 14º.

Assim como ocorreu em 2003, a equipe paulista jogou fora de casa a primeira partida e saiu na frente com gol de Carlitos Tevez. O River Plate reagiu rapidamente e emplacou a virada. Os argentinos chegaram a abrir 3 a 1, mas o volante Xavier descontou de cabeça já nos acréscimos e deixou a derrota corintiana mais amena.

O troco parecia certo no Pacaembu, na semana seguinte, após Nilmar abrir o placar no primeiro tempo. O resultado de 1 a 0 no intervalo era suficiente para a classifição. Mas a equipe, comandada na época por Adhemar Braga, deixou a vaga escapar no decorrer da segunda metade. O empate do River Plate aconteceu após um gol contra do lateral-direito Coelho. O atacante Higuaín, que hoje em dia veste a camisa do Real Madrid, marcou mais duas vezes e decretou a eliminação corintiana.

Após o terceiro gol do River Plate, alguns torcedores tentaram invadir o campo. O árbitro da partida, o chileno Carlos Chandía, encerrou o jogo por falta de segurança.

O Corinthians só voltou a participar da Libertadores em 2010. O time treinado por Mano Menezes, atual comandante da seleção brasileira, e que ainda contava com Ronaldo no ataque teve como adversários na fase de grupos o Racing do Uruguai, o Independiente de Medellín e o Cerro Porteño. O desempenho nesta etapa beirou a perfeição: foram cinco vitórias e um empate. Com 16 pontos, a equipe teve a melhor campanha dentre todos os classificados à fase seguinte.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Flamengo. E mais uma vez o Corinthians teve sua campanha na Libertadores interrompida precocemente.

Na primeira partida, no Maracanã, o clube carioca venceu por 1 a 0 graças a um pênalti convertido por Adriano. No jogo do Pacaembu, assim como aconteceu em 2006, o Corinthians não demorou para reverter a situação desfavorável e conseguiu levar para o intervalo um resultado que o classificaria às quartas de final. Isso porque o placar já apontava vitória por 2 a 0 graças a um gol contra do zagueiro David Braz e outro de Ronaldo.

Mas logo no início do segundo tempo, Vágner Love tratou de acabar com a festa corintiana. Apesar de não evitar a derrota, o gol do atacante bastou para o Flamengo garantir a vaga. O Corinthians pressionou no fim, mas não conseguiu evitar nova eliminação.

Maldição corintiana

Nas três últimas vezes em que foi eliminado nas oitavas de final da Libertadores, o Corinthians viu seus algozes tropeçarem logo em seguida na competição. O River Plate foi eliminado nas quartas de final de 2003 e 2006 pelo América de Cali e Libertad, respectivamente. E em 2010, o Flamengo caiu na mesma fase diante do Universidad de Chile.

As informações são do repórter Luis Araújo do IG.
 

Fonte: Marca Brasil

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