Novo titular da meta alvinegra, o 'Frankestein' do Timão se sente maduro para suportar pressão

Novo titular da meta alvinegra, o 'Frankestein' do Timão se sente maduro para suportar pressão

Fã do goleiro colombiano Óscar Córdoba, ex-Boca Juniors carrasco do Palmeiras na Libertadores de 2000, Cássio se apresenta ao torcedor: 'Estou pronto e confiante para ser titular da Libertadores.' Sereno e sossegado, o novo dono da meta alvinegra sabe o tamanho da pressão que tem nas mãos para defender o Corinthians contra o Emelec-EQU, pelas oitavas de final da Libertadores, mas garante estar preparado. 'É uma fogueira. Mas, para mim, boa e eu gosto'. O gigante, de 1,95m, atendeu o  e revelou suas expectativas para se tornar de vez titular do Timão.

MARCA BRASIL:  Quem é o Cássio no dia a dia?

Cássio:  É um cara tranquilo, caseiro, de família e que gosta de ir ao cinema. Bem ‘tranquilão’ mesmo.

 MARCA BRASIL: Essa tranquilidade também aparece em campo e ajuda a suportar a pressão como a de assumir agora a titularidade?

Cássio: Sou bem tranquilo. Dentro de campo, me transformo para entrar ligado e focado em fazer o meu melhor sempre.

MARCA BRASIL:  Quem é seu exemplo dentro do futebol?

Cássio: O exemplo que eu tive, até vendo em um jogo contra o Palmeiras, foi o Óscar Córdoba (colombiano, bicampeão da Libertadores, 2000 e 2011, e campeão Mundial Interclubes de 2000), que era do Boca Juniors-ARG. Via os jogos dele e sempre o admirei.

MARCA BRASIL: Está pronto para essa oportunidade de ser titular contra o Emelec-EQU, na quarta, pela Libertadores?

Cássio: Estou bem tranquilo. Muitos falam que eu entrei em uma fogueira, mas para mim é uma fogueira boa. Quem não quer jogar pelo Corinthians? Eu quero e estou bem feliz. O trabalho que eu venho fazendo aqui, no dia a dia, foi visto e agora tenho a minha chance. O Júlio sair e eu entrar são coisas que acontecem no futebol. Estava trabalhando para quando chegasse essa chance e agora estou pronto.

MARCA BRASIL:  Não dá nenhum ‘frio na barriga’?

Cássio:  Cara, honestamente, não. Não é hipocrisia. Me sinto tão preparado para esse momento que nem penso nisso.
 
MARCA BRASIL: O Mauri Lima, preparador de goleiros do Corinthians, falou que você chegou ao clube no começo do ano aquém do que era esperado. Como foi esse trabalho para se recondicionar?

Cássio: A gente fez um programa especial para isso. O Mauri vinha acompanhando sempre o meu peso, porque cheguei da Holanda acima do peso. Fiquei quase dois meses trabalhando para recuperar o tempo de fora. Antes de chegar aqui, treinei até no Veranópolis (clube do interior do Rio Grande do Sul) para me condicionar melhor antes de me apresentar. Cheguei acima do peso, porque na Holanda se treina muito pouco, muito mesmo (risos). Um treino por dia e toda quarta é folga. Depois de muito trabalho, consegui chegar ao peso e rapidamente ao nível técnico que a comissão queria.

MARCA BRASIL:Além de treinar pouco na Holanda, passou quatro anos lá e praticamente não jogou. Isso foi complicado?

Cássio: Por eu jogar pouco, até tive outras propostas para sair, mas o clube não liberava. Acho que joguei pouco, mas foi muito importante essa passagem pela Europa. Hoje, me sinto tranquilo. Ganhei muito e aprendi a questão de estar concentrado e estar bem em campo. Lá, tive que aprender. Não tive muitas chances, mas por ter ficado quatro anos na Holanda, acho que consegui passar uma impressão boa.

MARCA BRASIL: Não acha que foi uma decisão precipitada sair tão cedo para a Holanda (deixou o Brasil com apenas 20 anos)?

Cássio: Acho que não. Aprendi muito, mesmo não tendo jogado. Agora, estou em um grande clube e estou tendo minha chance. Não me arrependo, até porque passei por dificuldades e elas me fizeram crescer como jogador. Foi válido. Depois que você toma a sua decisão, tem que ir em frente e não pode olhar para trás.

MARCA BRASIL:  Mesmo com 24 anos, sente-se maduro no futebol?

Cássio: Me sinto. Passei por muitas dificuldades. Passei um período sem brasileiros no clube, dificuldades de adaptação e com a língua holandesa, que é muito complicada. Amadureci muito na minha personalidade e também no futebol.

MARCA BRASIL:  Como tem sido sua conversa com o Tite? Ele falou com você depois que anunciou que será titular?

Cássio:  Para falar a verdade, não falei muito com o Tite. Ele me avisou que seria o titular. Agora é comigo. Mesmo quando era o segundo ou terceiro goleiro, sempre trabalhei como se fosse o titular e sob pressão. O pessoal, até antes de eu ser titular, sempre me deu força. É um grupo bom que te ajuda a crescer. Para minha adaptação, o grupo foi muito bom.

MARCA BRASIL:  A falta de ritmo de jogo não pode te atrapalhar?

Cássio: Acho que não. Venho treinando muito forte. Na hora do jogo, é estar bem concentrado e ligado porque é um jogo importantíssimo. Como disse, estou pronto.

MARCA BRASIL:  Pronto para críticas também?

Cássio: Pronto para tudo. Quando aceitei jogar pelo Corinthians, sabia que tinha que estar pronto para tudo.

MARCA BRASIL: Todo goleiro está sujeito a falhas, assim como aconteceu com o Júlio César. Você saberá lidar com elas se eventualmente ocorrerem?

Cássio:  Eu não penso que vou falhar ou não. Se ficar pensando que vai errar, você vai acabar errando mesmo. Então, só penso em fazer o meu melhor para o Corinthians ser campeão da Libertadores.

MARCA BRASIL: Seu tamanho assusta os atacantes?

Cássio: Consigo aproveitar bem minha altura. Mas sei lá se assusta ou não, na hora de uma dividida quem sabe, não é (risos)?

MARCA BRASIL:  O pessoal fica zoando com você e te chamando de Frank, por causa do Frankenstein. Como é isso?

Cássio:  Essa história é desde o Grêmio. Quando cheguei aqui, torci para que não tivesse ninguém dos tempos do Grêmio, mas tinha o Alessandro (risos).

MARCA BRASIL: Você leva numa boa?

Cássio:  Levo. Vem desde a base, ninguém me conhece pelo meu nome e só por Frank (risos)

MARCA BRASIL:  O apelido faz jus?

Cássio: Não sei (risos). Aí, é com os caras. No Grêmio, até os diretores me chamavam assim (risos).

Fonte: Marca Brasil

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