Sem um centroavante, Timão finaliza menos, mas defesa ficou mais sólida

Sem um centroavante, Timão finaliza menos, mas defesa ficou mais sólida

São Paulo -Tudo mudou no dia dois de maio, na primeira partida contra o Emelec-EQU, pelas oitavas de final da Libertadores. O esquema campeão brasileiro de 2011 foi alterado para um sistema sem atacante de referência, com saída de Liedson do time. Mas o que efetivamente ficou diferente dentro de campo de lá em diante?

Para responder a dúvida, o MARCA BRASIL fez um levantamento técnico das atuações corintianas nos jogos posteriores com um centroavante de ofício e sem ele. Conclusão: o número de finalizações diminuiu, porém, o sistema defensivo ficou ainda mais sólido.

Ainda em busca de aperfeiçoar seu novo esquema, Tite observa atentamente ao que está mudando na engrenagem corintiana para, assim, minimizar os defeitos que o time vem apresentando.

'O que eu procuro é dar um tempo grande para a adaptação do time. E aproveito o momento técnico do atleta para arrancar o que ele está produzindo de melhor. E aí, é ajustar o que é preciso', disse Tite.

'Fico muito atento ao número de finalizações, assistências, posse de bola e ao que eu possa melhorar desse sistema', explicou o treinador, que sabe que ainda é preciso um tempo maior para chegar à exata mudança de postura do time em campo, em comparação ao esquema anterior.

Com Liedson ou Elton, o time tem a referência no ataque, com dois jogadores abertos pelo lado do campo, com um meia centralizado. Sem eles, um meia, que na nova formação é Alex, se reveza entre o ataque e o meio de campo, para preencher o setor ofensivo. Tite esclarece melhor:

 'O Alex fica nas costas do volante adversário para dar a bola para os atacantes abertos finalizarem. Com o centroavante, temos a bola aérea'.

Com conceitos técnicos, Tite explicou a amostragem retratada pela reportagem, que diagnosticou que o ataque diminuiu o número de finalizações em campo. Para ele, que fez referência ao estilo de jogo do Barcelona, a mecânica ofensiva elaborada é mais importante que apenas um homem de referência no time.

'Fui campeão da Copa do Brasil (2001) sem ter um centroavante (o ataque era formado por Luiz Mário e Marcelinho Paraíba) e fiz cinco gols no Corinthians (2 a 2, no Olímpico, e 3 a 1 para o Grêmio, no Morumbi). Depende da mecânica que você coloca em campo. Se tem um meia que aparece na frente e um outro jogador infiltra, isso é recompensado', concluiu.
 

Reportagem de André Pires e Felipe Piccoli

Fonte: Marca Brasil

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