Presidente do Timão nega crise e defende Rosenberg

Presidente do Timão nega crise e defende Rosenberg

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Depois da tormenta vem a calmaria. E a busca pela paz fez o treino desta sexta-feira ser diferente no CT Joaquim Grava. Depois do tropeço contra o Figueirense em casa, da irritação do técnico Tite nos vestiários do Pacaembu e do atrito da torcida com o vice-presidente Luis Paulo Rosenberg, que chamou o time de medíocre, o elenco corintiano recebeu a visita do padre Marcelo Rossi, que inaugurou o templo ecumênico do centro de treinamento.

O encontro que durou cerca de 30 minutos estava programado desde a presença do presidente Mário Gobbi na missa do último sábado. Em bate-papo com Tite, o mandatário ficou sabendo do desejo do técnico de inaugurar o espaço para orações e sugeriu a presença do padre Marcelo, aprovada de imediato por Tite. Afinal, o treinador frequenta as missas com sua família.

Além da bênção especial, o dia também foi marcado pelo apoio da diretoria após a polêmica de Rosenberg. Toda a cúpula do futebol, que já costuma ir ao CT diariamente, recebeu o reforço do presidente Gobbi. Avesso a entrevistas, o presidente mesmo convocou uma coletiva para espantar qualquer nuvem negra que pudesse se aproximar às vésperas de um momento decisivo na Libertadores - a primeira semifinal contra o Santos acontece na quarta-feira.

'Vivemos aqui uma paz muito grande, não tem crise. A crise está nas alamedas do Parque São Jorge, com a Tia Cotinha e a Tia Candinha. O barulho é do lado de fora e não entra aqui, o grupo não deixa. Os jogadores estão focados', garantiu o presidente, que defendeu seu colega de diretoria, Rosenberg.

'Quando eu li (as matérias na imprensa), tive a reação que a torcida teve. Eu o procurei e ele me colocou o contexto da frase pinçada. Ele está viajando, mas quando voltar vai falar para que não paire dúvida sobre nada. O pensamento não é este', afirmou o presidente, que rasgou elogios aos jogadores e lembrou todas as conquistas deste grupo.

Nos corredores do clube, o discurso é de que a confiança continua intacta. A preocupação está apenas com os resultados no Brasileirão, uma vez que os pontos perdidos podem fazer diferença lá na frente.

'Este grupo já reagiu diversas vezes, temos confiança nisso. Não estamos com medo não para a Libertadores. O que não queremos é ficar muito atrás no Brasileiro', comentou Duílio Monteiro Alves, diretor adjunto de futebol do clube.

Apesar disso, todos sabem que a paz só virá com vitórias.

Fonte: Marca Brasil

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