Se não importa, por que se importar?

Se não importa, por que se importar?

Foi-se o Paulista e, afinal, que é o paulista mesmo, não é? Estamos na lanterna do Campeonato Brasileiro, mas, enfim, que isso importa? Nós estamos disputando a Libertadores, esse campeonato fantástico que garante aos ganhadores super força, agilidade, lotes de uma terra mágica onde jorra ouro e mel e a posse da espada Excalibur que garante àquele que a possui o direito de sentar no trono de Camelot.

Muito duvido que corinthianos com um bocadinho de memória, ao pensar em 77, 82-83 e 90 endossem esse espírito que tem tomado conta de grande parte de nosso bando. E muito me entristece esse pensamento porque parece motivado pelo desejo infantil de responder às provocações adversárias: "Há, vocês diziam que a gente não tinha uma libertadores, agora a gente tem, lalalalala....". Particularmente eu acho esse o tipo de pensamento que apequena nosso time.

Quando ganhamos o Brasileirão de 2011, lembro do arrepio e das lágrimas que correram por meus olhos ao assistir a este vídeo aqui:

Porra: Isso é CORINTHIANS!

O que me incomoda não é estarmos focando na Libertadores. Não é estarmos usando reservas. O que me incomoda é o time entrar em campo pensando "ah, tudo bem, o que rolar aqui não importa mesmo, o que importa é a Libertadores".

Eis uma novidade para todos os que pensam assim: a Libertadores não importa! Passamos mais de 100 anos sem uma Libertadores - não é o que os adversários gostam de lembrar? Quantos corinthianos deixaram de torcer pelo time por isso? Nos 23 anos sem títulos que amargamos, nossas fileiras aumentavam.

Se era para poupar jogadores, que ao menos se usasse o Brasileiro para algo útil. Nossos jogadores da base há gerações mofam em nossos CT's sem nunca serem aproveitados, até o dia em que brilham em algum outro time com mais visão.

Se seguirmos assim, cedo ou tarde os jogadores não vão mais querer ficar na base do Timão, porque vai ser sinônimo de ficar encostado, desvalorizando. Moleque com 13 anos se tiver algum futuro vai querer rumar para qualquer outro lugar. Jogador tem que trabalhar para sustentar família também. E esquentar banco não costuma ser uma profissão muito segura.

Por que não lançar mais jogadores da base no Brasileirão? Por que emprestá-los antes disso se já se sabia que o foco seria na Libertadores?

Digo mais. Se era pra ter esse clima de qualquer coisa vale no Brasileirão, porque não adotar uma postura agressiva? Ensaiar outro esquema tático. Ao invés do já clássico "defense, defense, defense" que Paulo Monteiro jocosamente importou da NBA, que tal tentar as possibilidades de um time do tipo "ataque, ataque, ataque"?

"Ah, mas colocar um time composto por garotos novos, seria arriscar demais, não podemos ser irresponsáveis, vamos colocar um time com mil pessoas centradas em defender e tentar não perder pra segurar o resultado"....

Ué, mas o Brasileirão não importa, não é mesmo? Então porque se importar?

Enfim: o que irrita no Corinthians no Brasileiro é a falta de honestidade. Se era para relegar o campeonato para um segundo plano, tínhamos nas mãos uma excelente oportunidade de experimentar de fazer 'pardalismo' do jeito correto, com a perspectiva de formar jogadores e criar novas opções táticas para o time.

Ao invés de apenas entregar os pontos. Literalmente.

Fonte: corinthians o dia seguinte

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