Tirando o chapéu para a titebilidade

Tirando o chapéu para a titebilidade

Quando quase todos os blogueiros corinthianos já desistiam de falar sobre o Brasileirão eis que, num clássico contra nosso maior rival, metemos 2x1 de virada.

Putz, como é bom ter alegria novamente aos domingos !!!

fonte: Lancenet

Uma nota,antes dos comentários. É bom comemorar estar certo: Tite testou nossas opções de reserva para o ataque, dando bom tempo de jogo para todos na partida de ontem, coisa que eu e muitos blogueiros do Timão cobravam há muito. Mas isso é o que menos importa, eu teria comemorado com a mesma intensidade se queimasse a língua e estivesse errado, caso vislumbrasse o plano por trás das ações de Tite e percebesse meu engano. mas muito me frustrava ver o Brasileirão entregue às moscas, não pelas 'poupadas' mas pela aparente preguiça de todos em relação ao Brasileiro. Toda a ousadia e originalidade tática que foram nossa força no ano passado haviam sumido e todos nós corinthianos cobrávamos que o Brasileirão não fosse dado por perdido.

E aqui que vem o ponto de inflexão de meu comentário: cobrei porque sabia que Tite podia me entregar muito mais. Se quem cobra tem todo direito de reclamar, deve tirar o chapéu quando acertam do outro lado, também. E Tite mostrou mais uma vez porque merece todo respeito e admiração da Fiel Torcida.

Porque, e esse era meu argumento semanas a fio, poupar no início do Brasileirão pensando na Libertadores não é a mesma coisa de entregar os pontos na competição, ao contrário do que jogadores e torcedores vinham pensando.

Ao testar Romarinho e Adilson, Tite deu chance de cada um mostrar o que pode fazer e com quem se pode contar nessa Libertadores - já que cada vez fica mais óbvio que não podemos contar com William, ao menos por hora.

Fez certo ao apostar em Liedson que, em uma bicicleta que só não entrou por que Deus não quis, quase anotava um dos gols mais bonitos que fez pelo Timão.

E deu uma PUTA moral pra Romarinho (única inscrição no torneio que escapou à lógica da titebilidade), caso ele entre pela Libertadores.

Em termos objetivos, é claro que uma boa partida não diz muito sobre o futuro dos jogadores. Mas um bom atacante, mais do que ser um jogador com domínio técnico, precisa ser o cara que acredita que consegue fazer o gol, o cara que vai lá e resolve.

Tem que ser o cara de quem a zaga tem medo de deixar livre. E acho que, depois de ontem, os zagueiros temerão muito mais Romarinho e Liedson.

Fonte: Corinthians, o dia Seguinte

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