Alessandro deve ser o escolhido como capitão do Corinthians

Alessandro deve ser o escolhido como capitão do Corinthians

Tite não confirma. Ele também não pede. Mas a tarja de capitão merece ser ostentada por um guerreiro. E Alessandro traz o apelido - mas não é à toa. Contratado em 2008, o lateral chegou no momento de maior crise da história alvinegra. Roeu o osso da Série B. Viu o time evoluir, conquistar títulos e ter quedas amargas, como a eliminação para o Tolima. Agora é a hora de coroar o processo de redenção que o camisa 2 fez parte desde o começo.

'Pessoalmente é difícil falar. É um esporte coletivo. A contribuição de cada um é pequena, a valorização é de todos. Eu me sinto feliz por fazer parte de um clube como o Corinthians, de grupos de qualidade em quatro anos e meio. Passaram treinadores de qualidade também. Espero sempre poder dar a minha contribuição', comentou sem saber ainda o tamanho da história que está prestes a escrever.

Alessandro conquistou seu espaço com muita vontade. Em certos momentos, chegou a ser questionado por causa de seus problemas físicos. Diferentemente da maioria dos jogadores, criou sua liderança por nunca desistir. É respeitado pelos mais novos e por gente experiente. Demonstrou isso ao dividir com Chicão a honra de levantar a taça do Brasileirão.

'Em um grupo que você tem muitos jogadores de qualidade, o principal para realmente fortalecer e vir a conquista é você ser humilde. Você marcar, cumprir a função tática. Atletas de qualidade que percebem que ficam melhores marcando. Isso é um ponto crucial no amadurecimento da equipe. Além disso, quando tiver a bola, precisa ter alegria para jogar', ressaltou o lateral.

Alessandro já conviveu com Ronaldo, Adriano, Roberto Carlos. Nomes consagrados, mas que não conseguiram fazer a história que ele pode fazer nesta quarta-feira. O segredo para o Corinthians chegar até a decisão foi crescer aos poucos.

'O grupo não mudou muita coisa. Noventa por cento vem do ano passado, da conquista do Brasileiro. A mentalidade, o foco e o trabalho é o mesmo. Eu me recordo muito bem do início da trajetória até o final. A vontade do grupo sempre foi grande, mesmo se a vitória não viesse. A ambição e o desejo eram o mesmo. O grupo foi se qualificando, melhorando e conseguindo as vitórias', ressaltou o capitão. Por mérito e por raça.
 

Reportagem de André Pires e Felipe Piccoli

Fonte: Marca Brasil

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