Os momentos-chave da histórica campanha

Os momentos-chave da histórica campanha

O título conquistado de forma invicta pode até dar a impressão de que a campanha na Libertadores foi tranquila. Mas o torcedor corintiano sabe que, para soltar o grito de campeão da competição com que mais sonhava, o caminho foi longo, tortuoso e repleto de sofrimento. Se o dia 4 de julho de 2012 vai ficar marcado na memória, foi muito antes – ainda em 2011 –, que os primeiros passos rumo à taça foram dados.

Da trágica eliminação contra o Tolima aos duelos contra o Vasco e Boca Juniors, o FIFA.com lista abaixo os momentos-chave que marcaram a conquista corintiana:

02/02/2011 – Tolima 2 x 0 Corinthians - Tite balança, mas não cai
O sonho de conquistar sua primeira Libertadores não durou dois jogos na campanha do ano passado. A eliminação pelo Tolima na primeira fase gerou protestos dos torcedores, foi um prato cheio para zombações dos rivais e acabou resultando nas saídas de Ronaldo e Roberto Carlos. O técnico Tite – que chegara no clube meses antes, ainda nas fases finais do Brasileiro de 2010 – balançou no cargo, mas foi bancado pela diretoria, mesmo sem ser unanimidade. A decisão se mostrou acertada: passado o período turbulento, o treinador moldou o time à sua cara, com um elenco coeso, sem grandes estrelas, e obteve uma incrível série de resultados que culminou com o título brasileiro de 2011 e, com ele, a chance de voltar à Libertadores.

16/2/2012 – Deportivo Táchira 1 x 1 Corinthians – O primeiro sinal
A estreia na Libertadores 2012 foi um reflexo do que seria a campanha até o fim. Em um jogo duro contra o time venezuelano, o Corinthians saiu atrás em lance confuso no primeiro tempo, não teve grande atuação, mas arrancou um gol salvador aos 48 minutos do segundo tempo, com Ralf, de cabeça. Se a derrota parcial fez os torcedores mais desconfiados lembrarem da queda diante do Tolima ou prever dias mais difíceis na sequência, o empate acabou tendo tom liberador: foi talvez o primeiro sinal de que, dali para frente, as coisas seriam diferentes.

8/3/2012 – Corinthians 2 x 0 Nacional – Experiência ajuda
O empate na estreia colocou pressão já para a segunda partida: em casa, contra o Nacional, os quase 30 mil torcedores que compareceram ao Pacaembu não exigiam outro resultado que não fosse a vitória. A obrigação tornou a missão diante do frágil adversário mais difícil. Sem a mesma organização que apresentaria mais tarde, o Corinthians só foi se tranquilizar com o gol de Danilo, no final do primeiro tempo. O meia, aliás, deixava claro ali por que seria uma peça-chave na campanha, com a mesma frieza que já mostrara no título de 2005, pelo rival São Paulo. Danilo não apenas fez o time se soltar neste jogo, como o salvou em outras ocasiões, como contra o Santos, na segunda semifinal. No geral, fez quatro gols, deu assistências e foi um dos motores do grupo.

19/4/2012 – Corinthians 6 x 0 Deportivo Táchira – Ataque avassalador
Em uma de suas melhores atuações em toda a campanha, o Corinthians não tomou conhecimento do time venezuelano – que tanto havia dificultado na estreia – e aplicou uma das grandes goleadas do torneio. Mais uma vez, não houve destaque individual: seis jogadores diferentes marcaram gols, com destaque para Liedson, que já convivia com as primeiras críticas pela seca de gols. No final, o placar dilatado confirmou o time como primeiro do Grupo 6 e como dono de uma das melhores campanhas da primeira fase.

24/5/2012 – Corinthians 1 x 0 Vasco – Com a ponta dos dedos
Depois do duro empate sem gols no Rio de Janeiro, o duelo entre primeiro e segundo colocados do Brasileirão de 2011 se anunciava novamente equilibrado. E foi. Os cariocas foram talvez os adversários mais complicados em toda a campanha e tiveram chance de sair na frente quando Diego Souza roubou bola de Alessandro no meio de campo, avançou sozinho por cerca de 30 metros, mas parou em Cássio, que desviou o chute com a ponta dos dedos. Reserva em toda a primeira fase, o gigante de 1,95 m ganhou a vaga de titular de Júlio César após as oitavas de final do Paulistão e praticamente ignorou a imensa responsabilidade que tinha pela frente. Como se fosse um veterano, conquistou o torcedor e a confiança dos companheiros e só levou dois gols até o final da campanha. O ápice, no entanto, foi a espetacular defesa aos 18 minutos do segundo tempo deste jogo.

Aos 43, outro momento marcante: após escanteio, o volante Paulinho subiu sem marcação e cabeceou para o gol de Fernando Prass. Com mais um gol no fim, o Corinthians enlouquecia a torcida – que contava, neste momento, com a presença de Tite, expulso pelo árbitro – avançava à semifinal e ficava a 360 minutos da conquista. Foi sofrido, como o torcedor mais gosta.

21/6/2012 – Corinthians 1 x 1 Santos – A muralha
Se Emerson brilhou ao marcar um golaço no primeiro jogo, foi a defesa que se sobressaiu no duelo contra o melhor jogador da edição anterior da competição. Alessandro e Ralf fizeram grande trabalho contra Neymar, mas foram mesmo Chicão e Leandro Castán que se sobressaíram, mostrando a hab

Fonte: FIFA.com

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