Guerrero quer defender a seleção do Peru, mas Timão pode pedir liberação

Guerrero quer defender a seleção do Peru, mas Timão pode pedir liberação

'É o Tite quem decide se me quer ou não', diz Guerrero sobre sua situação

'É o Tite quem decide se me quer ou não', diz Guerrero sobre sua situação

Foto: Alan Morici / Agência O Dia

Sua pátria ou seu clube? Esta dúvida atinge muitos jogadores quando surge uma convocação para um amistoso sem importância que implicará na ausência em uma partida do seu time. Mal chegou ao Corinthians e Paolo Guerrero vive o dilema. Convocado para defender o Peru diante da Costa Rica, o jogador ficará fora do duelo com o Internacional, no dia 16 de agosto. Por este motivo, a diretoria alvinegra pode pedir sua dispensa.

'Temos uma partida importante contra o Inter, mas minha pátria precisa de mim. Espero que o Corinthians se acerte com o pessoal da seleção para buscar uma solução. É uma decisão que caberá a eles', esquivou-se o atacante.

Apesar do discurso ameno, o desejo de Guerrero é bem claro. Em conversa com a reportagem, o camisa 9 deixou claro que sua vontade é vestir sempre a camisa da seleção peruana.

'Vou conversar e passar para a diretoria que nunca pedi dispensa da seleção. Mas é o Tite quem decide se me quer ou não. Eu fico em uma situação muito complicada, porque quero honrar sempre meu país', destacou ao MARCA BRASIL.

O pedido de dispensa é comum por parte de atletas que jogam na Europa. Companheiros de Guerrero já utilizaram este artifício, que nunca foi usado pelo corintiano.

'Nunca dispensei a seleção. Se eu ficar fora da seleção do Peru, ou outro jogador, o torcedor mata...(risos)', disse.

Enquanto aguarda esta definição, Guerrero treina pesado para ganhar a posição de titular.

'Tenho trabalhando bem. Pouco a pouco vou me adaptando. Quero jogar de titular o mais rapidamente possível. Espero desequilibrar e fazer um gol', ressaltou o atacante.

Além da adaptação ao Brasil, Guerrero sente a diferença entre o futebol alemão, onde estava atuando, e o estilo de jogo brasileiro.

'O futebol brasileiro é mais técnico, mais lento. Na Europa é mais contato físico, a todo momento se vai para cima. Eu gosto mais do brasileiro', enfatizou o camisa 9, que quer se consolidar como referência na área.

'Senti que o time me procura, busca o centro. Acho que isso é o que o treinador está buscando. Estou muito contente com essa confiança dos meus companheiros', destacou.

Satisfeito com o desempenho do peruano, Tite testou o camisa 9 entre os titulares no treino desta quarta-feira.

Reportagem de André Pires e Felipe Piccoli

Fonte: Marca Brasil

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