Guerrero vive jejum de gols, mas se destaca por sua vontade

Guerrero vive jejum de gols, mas se destaca por sua vontade

Com apenas cinco gols em 29 jogos em 2012, Liedson não teve seu contrato renovado com o Timão. Elton, com números piores (três gols em 30 partidas) também foi dispensado. A solução encontrada atravessou o Atlântico e veio do futebol alemão: Paolo Guerrero, do Hamburgo. Esperança de gols, o peruano se destacou nas primeiras partidas pelo Timão por sua vontade e capacidade de fazer o pivô, mas e os gols? Cadê? Em seis jogos, ele passou em branco e trouxe à tona um problema: ele nunca foi um artilheiro nato na carreira.

'No futebol alemão, tanto no Hamburgo como no Bayern, ele nunca foi goleador. Mas quando joga pela seleção peruana, ele tem bons números', comenta Gonzalo Valencia, jornalista peruano que acompanha de perto a carreira do jogador, principal ídolo do país.

A média de gols de Guerrero em sua carreira é inferior à de Liedson pelo Timão (0,3 contra 0,4). Até mesmo seu melhor desempenho, que é pelo Peru com 19 gols em 41 jogos (quarto maior artilheiro da história da seleção), está abaixo do retrospecto de Ronaldo Fenômeno pelo clube (35 gols em 69 jogos). Tudo isso foi avaliado pela diretoria, que levou em conta a crescente de gols nos últimos dois anos. Porém, um aspecto pesou mais: a característica tática.

'Analisamos as últimas temporadas e uma coisa importante: a característica que o Tite precisava. Ele sempre pediu um cara com força física, que faz bem o pivô e tem bom cabeceio. Além disso, ele ajuda o time e tem ‘disponibilidade’ tática', comentou Edu Gaspar, gerente de futebol do Timão.

Enquanto não desencanta com a camisa do Corinthians, Guerrero vive uma fase que está acostumado na carreira, entrar e sair do time titular. Quando atuava no futebol alemão, o atacante passou um longo período no banco. Com Tite, o peruano está atrás de Emerson, Jorge Henrique e Romarinho por uma vaga entre os titulares. Contra o São Paulo, por exemplo, Guerrero deve retornar ao banco, já que Emerson volta ao time depois de lesão no tornozelo.

'Ele não gosta de ficar no banco porque é um jogador que tem muita gana, nunca quer deixar o campo. Mas não deve ter problemas com esse começo, pois está acostumado', lembrou Valencia.

Apesar disso, a diretoria e comissão técnica segue satisfeita com o peruano.

'Ele vai evoluir ainda mais', afirmou Gaspar.

Reportagem de André Pires e Felipe Piccoli

Fonte: Marca Brasil

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