Emerson Sheik: 'Tenho bola para jogar na Seleção'

Emerson Sheik: 'Tenho bola para jogar na Seleção'

Emerson Sheik merecia estar na seleção

Emerson Sheik merecia estar na seleção

Foto: Ale Cabral

Em entrevista exclusiva ao Metro, o atacante, que está suspenso pelo STJD e, por isso, não enfrenta o Sport no domingo, no Pacaembu, falou sobre polêmicas, seleção brasileira, seu futuro no Corinthians e a fama de sortudo.

Qual o segredo para ser campeão de quase todas as competições que disputa? Você se considera pé-quente?

O Tite [técnico corintiano] não gosta muito que a gente fale de sorte, ele acredita muito em merecimento. Eu também. Tudo o que eu faço no meu trabalho, faço com muita determinação. Não faço por fazer. Quero ficar na história de todos os clubes que eu passar. O São Paulo foi o único que eu não consegui, mas em todos os outros fui campeão. Futebol não é brincadeira, levo muito a sério. Talvez seja esse o segredo. Quando entro em campo, o bicho tem que pegar.

E o bicho vai pegar no Mundial de Clubes? Como está a cabeça do grupo para a competição?

Não estamos pensando muito nisso agora. A meta agora é o Campeonato Brasileiro. Está cedo para pensar [no Mundial]. É lógico que é o grande projeto do clube neste ano, mas estamos focados no Brasileirão.

Mas vocês não pensam nem um pouco no Mundial?

É natural que se pense, mas nem tanto. Não temos nem tempo para ficar ansiosos, nervosos. O pensamento é o Brasileiro e o treinador deixa isso claro.

Muitas pessoas dizem que você é um jogador que deveria ser convocado para a seleção brasileira. O que você pensa sobre isso? Acredita que tem condições?

Só o fato de o torcedor, o pessoal que curte, entende o futebol, achar que sou capaz de estar lá, fico extremamente feliz. Agora, se tem espaço, se não tem, eu já não sei. Não sei como funciona a cabeça do treinador [Mano Menezes]. Todo treinador tem suas preferências, não tem muito o que falar. É lógico que seria bacana.

Mas você acha que tem capacidade de estar na Seleção?

Sempre acompanhei a Seleção, mesmo quando estava fora, mas, com todo respeito a todos os atletas, até pelo o que fiz nos últimos três anos, eu acho que sim, que seria capaz de estar lá, de representar bem. É lógico que eu me pergunto ‘porque não?’. Tem o fator idade [Sheik tem 34 anos] mas isso nunca pesou para mim. No Corinthians, no Fluminense, no Flamengo, isso nunca pesou, sou elogiado por todo mundo pela entrega, pela determinação. É lógico que me sinto capaz. Mas tem todo o respeito, toda a minha torcida por quem está lá. Tenho bola. O Mano é um dos melhores técnicos que a gente tem. A Seleção está muito bem representada.

Você já atuou pela seleção do Qatar. Isso não seria problema para atuar pelo Brasil?

Embora eu tenha me naturalizado e defendido a seleção do Qatar antes da Copa do Mundo [de 2010], eu já havia jogado pela Seleção sub-17 do Brasil. Então, a Fifa não permitiu que eu jogasse pelo Qatar porque já havia jogado pelo Brasil.

Seu contrato no Corinthians vai até o fim de 2013. Pensa em seguir no clube?

A identificação com o Corinthians, com o torcedor foi muito grande. É lógico que, pelo bom desempenho dentro de campo, é natural que surja o interesse de outras equipes. Mas estou feliz. Vamos ver depois do Mundial para ver os novos planos do Corinthians comigo. As portas estão abertas para a renovação, mas eu prefiro ter cautela. Tenho um grande sonho que é o Mundial. Vamos esperar até janeiro.

Você encerraria a carreira no Corinthians?

Sinceramente? Me adaptei tão bem no Corinthians e, com 100% de certeza, encerraria a carreira no Corinthians, sem sombra de dúvidas. Só não sei quando.

Considera que a suspensão de seis jogos imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva foi pesada demais [Emerson xingou o árbitro Péricles Bassols na partida contra o Atlético-MG, dia 2 de setembro. Ele já cumpriu três]?

Tenho a grandeza de reconhecer que eu errei. Mas se olhar as imagens de outro atleta que teve a mesma atitude que eu, ele pegou dois jogos. O Corinthians está tentando diminuir. Provavelmente vai, foi injusto. Mas isso é bom. Mesmo um atleta experiente comete erros e foi bom para aprender. Talvez tenha sido punido muito severamente e, com certeza, não vai acontecer novamente.

E quando você provocou os palmeirenses pelo Twitter [após a vitória por 2 a 0, dia 16 de setembro], ficou preocupado com a repercussão?

O futebol está perdendo um pouco da alegria. Daqui a alguns anos, o chapéu, o rolinho, tudo isso vai ser falta de respeito. O bacana do futebol é isso, essa brincadeira do torcedor. Eu lembro do Edmundo, do Viola, do Edílson, do Paulo Nunes, caras que faziam do futebol um parque de diversão. Foi uma brincadeira, jamais desrespeitaria o Palmeiras. O Palmeiras é muito grande e eu, muito pequeno. Acho válida a brincadeira, a tiração de sarro mesmo.

Fonte: Band

Veja Mais:

  • Guilherme Arana é um dos principais jogadores do país em 2017

    Time espanhol trata Arana como prioridade e deve apresentar nova oferta para o Corinthians

    ver detalhes
  • Romero e Balbuena foram convocados pelo técnico Arce

    Lesão não impede convocação de Balbuena; Paraguai libera lista com os jogadores do Corinthians

    ver detalhes
  • Torcida do Corinthians não vê jogo da equipe na TV aberta há quase um mês

    Fiel só tem uma opção para assistir na TV ao jogo do Corinthians contra Chapecoense

    ver detalhes
  • Elias deixou o Corinthians há um ano para reforçar o Sporting, de Portugal

    Por momento ruim do Atlético-MG, Elias cogita retorno ao Corinthians

    ver detalhes

Comente a notícia:

  • 1000 caracteres restantes