Sheik se firma como artista do ataque do Timão

Sheik se firma como artista do ataque do Timão

Nas palavras de dirigente do Corinthians, Emerson Sheik é mais do que jogador de futebol. É “artista”. O termo não é usado no sentido dos dribles ou lances de malabarismo. É pela malandragem. Mas não há quem desaprove o jeito de ser do atacante. Mesmo com ressalvas. “A gente espera um pouco mais de comprometimento dele”, explicou o diretor adjunto de futebol, Duílio Monteiro Alves.

Mais? Sem ele, é fácil perceber que os títulos do Brasileiro (do ano passado) e da Libertadores não teriam acontecido. Ontem à tarde, com o tempo frio em São Paulo, foi orientado pela comissão técnica a ficar na sala de musculação. Mas é presença certa contra a Portuguesa hoje, às 21h, no Canindé.

Capaz de chamar a responsabilidade em momentos importantes, será peça-chave no Mundial. Ou alguém se esquece de quem anotou os gols que libertaram o Timão da espera pelo título sul-americano? Sheik vai além disso. É quase fenômeno pop. Gosta de chamar a atenção não só pelo que joga. Também pelo que faz e diz. “Ele tem malandragem, sem dúvida”, diverte-se o gerente de futebol, Edu Gaspar.

Quem mais leva uma macaca para o treino? Quantos jogadores, ao perceberem que vão chegar atrasados, alugam helicóptero e pousam no meio do campo, com os colegas já no meio do aquecimento? Quais foram convidados a apresentar um prêmio na MTV, um canal de televisão não exatamente dedicado a esportes?

“Amo tudo o que faço e ganho dinheiro. Sou o cara mais feliz do mundo”, afirmou, após ter voltado de suspensão de cinco jogos e anotar gol contra o Flamengo. Aproveitou para comemorar fazendo dança parecida com a “Gangnam Style”, que virou febre na internet.

Contra a Portuguesa, vai ter a sequência de que Tite gostaria. Por isso, tem de evitar suspensão. Repetir o que fez na final da Libertadores, contra o Boca, quando colocou o dedo no próprio rosto e disse para o argentino Caruzzo “bate aqui”, nem pensar. Cena que já entrou para a história da competição. Principalmente, também, porque o zagueiro adversário “amarelou” e não topou o desafio.

Vários titulares serão poupados nas próximas semanas. Emerson não está na lista. “Ele está é me devendo jogos”, brinca o treinador.

Viagens/ Apesar do pedido de “comprometimento”, Sheik tem sido o artilheiro de confiança da equipe. Quando a coisa aperta e o time precisa achar um gol, pode contar com o camisa 11. Até por isso, a “malandragem” é perdoada, assim como os atrasos e as idas para o Rio até quando não tem mais do que algumas horas de folga.

Seu estilo incisivo e desafiador em campo contrasta com o jeito manso de falar. E até com o uso de expressões que não costumam estar na boca de muitos jogadores. Como há alguns meses, quando disse que o goleiro Júlio César é um “lindo” e o preparador Fábio Mahseredjian, “um querido”. É artista.

BRASILEIRÃO > 2 TURNO — 30 RODADA
Onde: Canindé, em São Paulo, às 21h
Juiz: Rodrigo Braghetto (SP)
TV: Pay-per-view

Portuguesa
4-4-2
Dida; Luis Ricardo, Valdomiro, Lima e Marcelo Cordeiro; Zé Antonio, Ferdinando, Héverton e Moisés; Ananias e Bruno Mineiro
T: Geninho

Corinthians
4-4-2
Cássio; Alessandro, Wallace, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Edenílson, Guilherme e Douglas; Emerson Sheik e Romarinho
T: Tite

Fonte: Rede Bom Dia

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