Arena Corinthians terá manutenção a custo de R$ 30 milhões por ano

Arena Corinthians terá manutenção a custo de R$ 30 milhões por ano

Arena Corinthians, a sede paulista para a Copa do Mundo de 2014

Arena Corinthians, a sede paulista para a Copa do Mundo de 2014

Foto: Monitoramente/ME

A Arena Corinthians terá um custo de manutenção alto a partir do momento em que se tornar operacional. A estimativa do Corinthians é de um gasto de R$ 30 milhões só para conservar o estádio, operação que deve começar a partir de 2014.

O UOL Esporte revelou na segunda-feira que a arena já vale R$ 384,709 milhões. Esse valor está registrado em relatório oficial do fundo que controla o estádio do Corinthians e da abertura da Copa-2014. O documento, de agosto, é o último com informações ao mercado.

O valor do estádio tem crescido de forma exponencial neste ano, pois leva em conta justamente o andamento do projeto, que tem sido rápido. Assim, a valorização da arena é de 194% em apenas 10 meses, partindo de um valor inicial de R$ 97,5 milhões.

A construção do estádio custará R$ 820 milhões, valor que será viabilizado por recursos de empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e por incentivos fiscais da prefeitura de São Paulo.

Quando estiver pronta, a arena terá sua manutenção sobre responsabilidade do Banco do Brasil, segundo o vice-presidente do clube, Luis Paulo Rosenberg. Isso ocorrerá porque o banco é que intermediará o empréstimo do BNDES para a construção e, portanto, se tornará o cotista principal do estádio.

“A manutenção será feita por uma empresa indicada pelo BB. Para garantir que não vai ter infiltração, incêndio, o ar condicionado funcionando”, explicou o dirigente.
Estudos do clube até agora apontaram que o custo mensal será de R$ 2,5 milhões. Trata-se de um estádio caro, já que projeta-se número recorde de tvs, camarotes e bares, entre outros itens.

Rosenberg não se mostra preocupado com o alto gasto porque espera arrecadar um total de R$ 140 milhões por ano com as suas propriedades. Será o clube quem comercializará o estádio, em itens como naming rights, bilheteria e camarotes.

A renda obtida vai ser usada prioritariamente para pagar pela obra e para manter o estádio. O que sobrar é que ficará para o clube.

A diretoria alvinegra já negocia os direitos sobre o nome do estádio. Entre as candidatas, estão uma empresa transportadora estrangeira. O clube não fechou porque nenhum dos pretendentes atingiu o valor pedido pelos cartolas.

Fonte: Uol

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