MMA - Anderson Silva aceita lutar contra Jon Jones

MMA - Anderson Silva aceita lutar contra Jon Jones

Anderson Silva aceita lutar contra Jon Jones

Anderson Silva aceita lutar contra Jon Jones

Era só o que faltava para a ‘luta do século’ finalmente acontecer. Em coletiva nesta quinta-feira, Anderson Silva reconsiderou a hipótese de encarar Jon Jones, numa das lutas mais aguardadas de todos os tempos no UFC.

Mesmo mostrando resignação com a possibilidade, o Spider aceitou encarar o campeão dos meio-pesados, de quem é amigo e admirador. Mas fez uma importante ressalva: que o duelo não valha cinturão.

“As pessoas estão falando tanto disso… Não tenho essa pretensão, não tem algo que me motive, justamente por terem outros atletas da minha equipe, como Minotouro, Maldonado, Feijão, Caldeirão, que são do peso dele. Meu peso é 84kg, meu título é esse. Mas as pessoas falam tanto disso, e a gente é funcionário do UFC. É claro, posso estar falando que não quero, mas e se ele vai lá e aceita a grana que o Dana vai dar para ele querer lutar? Vai ficar difícil. Não é a grana que me motiva a lutar, luto porque gosto. Então, sei lá… Não gostaria. Mas se for acontecer, teria que ser no peso-combinado. Não valeria o cinturão dele. Eu já tenho o meu e não quero um título para deixar largado”, disse Silva, que no último sábado bateu Stephan Bonnar no UFC Rio III atuando pelos meio-pesados.

Apelo por marketing põem em risco credibilidade do UFC

Nos últimos anos, o crescimento vertiginoso e sem concorrência do UFC levantou uma questão pertinente e cada vez mais interessante no cenário atual do esporte. O que faz ou dá direito para que um lutador seja o desafiante pelo cinturão?

Dúvida que se fez presente nas últimas horas desta semana, quando Chael Sonnen foi oficializado como próximo oponente do campeão dos meio-pesados (93 kg) Jon Jones. Competindo entre os pesos médios (84 kg) nos últimos cinco anos, onde vem de derrota, o falastrão se quer aparecia entre os top dez de sua nova divisão, onde já tinha duelo marcado para dezembro.

Isso porque, na falta de um ranking, que tanto ajuda e delimita ações no mundo do boxe, por exemplo, essa conta fecha apenas de acordo com os critérios dos chefões do UFC. Critérios que, por vezes, se baseiam em um coerente tripé: mérito no octógono, situação atual de cada categoria e venda de pay-per-views.

Basicamente, um lutador precisa engrenar uma importante e sólida sequência de vitórias, que inclui triunfos sobre nomes de relevância no octógono, além de fazer parte de uma divisão que não esteja comprometida com imprevistos como lesões, lutas de campeões remarcadas e até mesmo donos de cinturões participando de gravações do TUF.

Até aí tudo bem, mas o fator marketing, que se reflete na popularidade e na venda de pacotes de televisão ganha, ano a ano, mais importância do que a teoria permitiria em uma disputa coerente envolvendo dois atletas de alto rendimento.

Escalar Sonnen para lutar pelo cinturão dos meio-pesados é mais um em uma sequência de tiros no pé do próprio UFC, que colocam mais uma vez a credibilidade do próprio show em risco.

Afinal, quando um torcedor paga ingresso para ver uma luta, ele espera não apenas ver, mas vivenciar o encontro de dois atletas no ápice de sua forma colidindo e se digladiando por um objetivo maior.

Mas, à medida que lutas são formadas da noite para o dia e não propiciam as mínimas seis semanas que um lutador precisa e merece de treino, o combate não atinge sua plenitude. Da mesma forma que preterir nomes como Lyoto Machida, Maurício Shogun, Rashad Evans, Quinton Jackson e Dan Henderson em detrimento das polêmicas criadas por Chael Sonnen, o UFC oferece mais entretenimento na véspera do evento do que o próprio esporte em si no dia do combate.

Já viu esse filme antes com Brock Lesnar? Como não lembrar do ex-astro do telecatch americano que conquistou o direito de disputar o cinturão dos pesos-pesados após acumular o “incrível” cartel de duas vitórias (uma delas no UFC) e uma derrota?
Claro, sua participação no octógono atraiu a atenção de diversos fãs que sequer pensavam em acompanhar as lutas de artes marciais mistas, e isso foi muito bem recompensado com sua bolsa de quase R$ 1 milhão. Agora, disputar o título?

Além de ignorar o desejo dos fãs, o desrespeito é com os lutadores deixados para trás. Atletas como Jon Fitch, americano que até hoje não recebeu uma segunda chance de lutar pelo cinturão dos meio-médios (77 kg).

A expectativa agora é pelos pronunciamentos de Dana White, presidente do UFC e um dos que mais aguardam esse embate, e de próprio Jon Jones, que sempre ficou em cima quando instado sobre a possibilidade de encarar Silva.

Fonte: Pontagrossa.com

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