Martínez comemora titularidade: 'Vim para jogar, senão vou embora'

Martínez comemora titularidade: 'Vim para jogar, senão vou embora'

Argentino conversa com Tite durante treino

Argentino conversa com Tite durante treino

Foto: Reginaldo Castro / Agência O Dia

O olhar tímido de Martínez escondeu, a priori, sua forte personalidade. O passar do tempo lhe trouxe, porém, mais desenvoltura, assim como apresenta em campo, com dribles, nos jogos pelo Corinthians. O religioso ‘hermano’ conversou, com exclusividade, com o MARCA BRASIL e falou das suas ambições para a carreira. E não hesitou ao comentar que sua atual condição no clube lhe incomoda demais: 'Não vim para ser reserva, todos sabem que quero jogar porque preciso para continuar sendo convocado. Vou lutar para isso.'

A entrevista, de quase meia hora, retrata ainda o lado determinado do atacante, que tem contra o Vasco, hoje, às 16h20, no Pacaembu, mais uma chance para agradar Tite na busca por uma vaga entre os titulares na disputa do Mundial de Clubes. O desejo do camisa 7 - presente nas últimas convocações da seleção argentina - de conquistar o torneio no Japão com o Alvinegro, contudo, não passa nem perto da vontade de realizar seu maior sonho: conquistar a Copa do Mundo de 2014, em solo brasileiro.

MARCA BRASIL: Você é de uma família com vários jogadores de futebol - o pai (Carlos Martínez) e o tio-avô (Joaquin Martínez) jogaram pelo River Plate-ARG, além do irmão ( Nicolas Martínez) ser atual atleta do Real Murcia-ESP. Imagino que a cobrança em casa deve ser grande?

Martínez: Sempre brincamos para saber quem é o melhor (risos). Tanto o meu irmão como eu queremos dar o melhor para conseguirmos sempre títulos e dar orgulho a nosso pai. O meu pai é o meu maior exemplo e quem mais me incentivou. E também é o meu empresário, porque conhece muito de futebol.

Por todo envolvimento com seu pai, você tem um história inusitada por rejeitar o Boca Junior-ARG quando era pequeno. E como foi esse seu início?

M: Tentei jogar no River quando era pequeno, mas não consegui. Queria muito jogar lá por meu pai ter passado anos no clube. Depois, os diretores do River se interessaram por mim porque era filho do meu pai e quiseram que eu jogasse lá por toda a história. Mas não gostei do tratamento e fui embora. Mais tarde, tentei o Boca e consegui. Mas como era torcedor do River quando pequeno, acabei não aceitando. O meu irmão também passou e fez o mesmo. Na hora de assinar com eles, eu e o meu irmão dissemos que não podíamos por uma força maior (risos). Mas que fique claro: era torcedor do River quando pequeno, agora não mais (risos).

Depois de brilhar no Vélez Sarsfield-ARG de 2008 até o meio de 2012, chegou ao Corinthians. Assustou-se pela pressão?


M: Não me assustou. Eu gosto dessa repercussão e da pressão em cima do meu trabalho. Quero ganhar tudo. Agora tem a mesma pressão, eu gosto, só que bem maior que no Vélez. Isso é bom para mim.

Com toda essa pressão em cima de você dá tempo, nestes seis próximos jogos no Brasileirão, de conseguir se tornar titular para jogar o Mundial de Clubes?

M: Tem tempo. Eu vim para o Corinthians para jogar. Tanto o treinador quanto os diretores sabem que se eu não vou jogar tenho que ir embora. Para jogar pela minha seleção, tenho que jogar no meu clube. Se eu ficar no banco, não vou ser mais convocado para a minha seleção e não quero que isso aconteça perto da próxima Copa do Mundo. O treinador sabe que eu quero jogar, assim como todos os outros que estão aqui no clube. Mas eu estou em uma situação difícil, porque seu eu não jogar, não serei mais convocado. Mas quero muito jogar aqui e ganhar tudo.

Traça então uma meta de tempo para conseguir se tornar titular?

M: Sempre o próximo jogo. Quero ser titular no outro jogo, e vou aproveitar todas as chances. Essa decisão depende do Tite, mas, é claro, que não gosto de esperar muito.

Quais são suas maiores ambições na carreira?

M: Conquistar uma Copa do Mundo com a seleção argentina e o Mundial no fim do ano. Jogar uma Copa do Mundo com a minha Seleção e conquistar o mundo é um sonho que tenho desde pequeno e sei que posso conseguir. Esse é o próximo passo da minha carreira. E quero que seja no Brasil, apesar dos brasileiros não gostarem muito dessa ideia (risos).

O que é mais fácil: o Corinthians ganhar o Mundial ou a Argentina conquistar a Copa do Mundo de 2014? Acha que a Argentina conseguirá conquistar o Mundial no Brasil?

M: Vamos fazer tudo o que for possível para os dois. A Argentina pode conquistar a Copa do Mundo, porque tem um grupo muito bom e um time que joga melhor a cada dia que passa. Além de ter o melhor jogador do mundo e também o melhor jogador da história, que é o Messi. Com ele, tudo é possível e pode conquistar o que quiser. O Corinthians tem tudo também para ganhar o Mundial, tem todos os componentes vitoriosos para isso.

Disse que o Messi é o melhor da história. O que tirou dele, enquanto conviveu na Seleção, que agregou ao seu futebol e pode ajudar o Corinthians no Mundial?

M: Falei um pouco com ele (Messi), mas deu para aprender muito. Ele se prepara muito bem. Não sabia bater faltas, então foi treinar e hoje marca muitos gols assim. Qualquer dificuldade que tem, ele trabalha muito para corrigir. E o que já é bom, continua trabalhando. Por isso, é o melhor da história, A sua humildade também é algo que trago para mim.

Está totalmente adaptado ao Brasil?


M: Para um argentino, é fácil jogar no Brasil. Não precisa de uma adaptação como é jogar na Europa. Eu gosto muito do Brasil. E meu pai brinca que estou falando estranho, quase igual a um brasileiro (risos).

Neste período de treinos com o técnico Tite, o que pode avaliar do trabalho?

M: É um técnico ganhador. Falei com o Guiñazu (volante do Internacional), que já trabalhou com o Tite, e ele me disse que é um técnico muito trabalhador e inteligente. E é mesmo. Ele gosta de ganhar e consegue tudo o que quer. Tem êxitos e títulos. O Corinthians escolheu certo, porque um clube precisa ter quatro componentes: técnico vencedor, time vencedor, diretoria com mente vencedora e uma torcida que apoia. O Corinthians tem tudo isso. E, por isso, tem tudo para ganhar o Mundial.

Por fim, o jogo contra o Vasco é mais uma chance para agradar o Tite...

M: Jogo todas as partidas como se fosse uma final de Copa do Mundo. E vai ser assim, mais uma vez, contra o Vasco.

Fonte: Marca Brasil

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